Uma brasileira de 41 anos morreu na Alemanha após inalar gás vazado de um aquecedor dentro de casa. Os filhos e o marido foram hospitalizados, mas sobreviveram. A família agora busca informações sobre a guarda das crianças e recursos para trazer o corpo ao Brasil.
Uma pernambucana de 41 anos morreu na madrugada da última segunda-feira (15), na Alemanha, após inalar gás vazado de um aquecedor na residência onde morava. Luciana Soares da Silva estava no térreo do imóvel, enquanto o marido e os dois filhos dormiam no andar superior. Todos chegaram a ser socorridos, mas apenas Luciana não resistiu.
O caso ocorreu na cidade de Cölbe e só foi confirmado pela família após a vítima deixar de responder mensagens e ligações. Segundo a filha, Larissa Kevlyn Soares da Silva, o companheiro de Luciana também foi hospitalizado e permaneceu na UTI, o que atrasou o contato com os parentes no Brasil. A confirmação da morte veio apenas na terça-feira (16).
Luciana vivia na Alemanha com o filho Kauã, de 8 anos, e a bebê Maria, de apenas dois meses. O menino é fruto de um relacionamento anterior, enquanto a criança mais nova ainda não havia sido registrada pelo pai alemão. A situação gerou preocupação imediata quanto à guarda das crianças, já que não há outros parentes no país.
De acordo com a família, o Consulado Geral do Brasil em Frankfurt foi acionado e informou que acompanha o caso junto às autoridades locais. O órgão confirmou que Kauã está em um lar temporário, mas ainda não há informações claras sobre onde a bebê foi acolhida. A definição da guarda provisória cabe às autoridades alemãs.
Família enfrenta dificuldades financeiras
Além da angústia em relação aos filhos, os familiares enfrentam dificuldades financeiras para lidar com as consequências da tragédia. A repatriação do corpo de Luciana pode custar cerca de R$ 100 mil, valor que inclui procedimentos sanitários e logísticos exigidos pela legislação internacional.
Em nota, o Consulado brasileiro afirmou que mantém contato com órgãos de saúde, polícia e tutela de menores, além de orientar a família sobre os trâmites legais. Enquanto aguardam respostas, os parentes tentam se mobilizar para viajar à Alemanha e garantir a segurança das crianças, ao mesmo tempo em que buscam apoio para trazer Luciana de volta ao Brasil.
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