O atacante Felipe Caicedo afirmou que pode encerrar a carreira profissional após o assassinato do amigo Mario Pineida. Em declaração à imprensa, o jogador disse estar profundamente abalado e sem vontade de seguir no futebol. O crime gerou forte comoção no Equador e impactou diretamente o elenco do Barcelona de Guayaquil.
O atacante equatoriano Felipe Caicedo, de 37 anos, declarou que pode se aposentar do futebol profissional após o assassinato do lateral Mario Pineida, colega de equipe e amigo pessoal. Em entrevista concedida nesta terça-feira, o jogador admitiu que o impacto emocional da tragédia o fez repensar completamente o futuro na carreira.
— “O mais provável é que eu me aposente. Não estou pensando em continuar. A morte do Mario Pineida afetou-me muito e não quero saber mais nada de futebol”, afirmou Caicedo, visivelmente abalado, ao falar com jornalistas no Equador.
Mario Pineida foi morto a tiros na última quarta-feira, em uma região ao norte de Guayaquil. No ataque, uma mulher que o acompanhava também morreu, enquanto a mãe do jogador ficou ferida. O crime causou forte repercussão no país e reacendeu o debate sobre a violência envolvendo atletas no futebol equatoriano.
Caicedo chegou ao Barcelona SC no início de 2025 com expectativa de encerrar a carreira no clube. No entanto, teve pouco espaço na temporada, disputando 20 partidas e marcando três gols. Antes da tragédia, o atacante havia manifestado interesse em seguir ligado ao clube mesmo após pendurar as chuteiras.
— “Não é fácil conviver com isso. A gente entra em campo pensando em futebol, mas a realidade bate de outra forma quando algo assim acontece”, disse o jogador, ao comentar o impacto do crime no ambiente do elenco.
Revelado internacionalmente, Caicedo construiu carreira sólida no futebol europeu, com passagens por Manchester City, Málaga, Levante, Lazio, Inter de Milão e Sporting, além de ser um dos maiores artilheiros da história da seleção equatoriana.
A possível aposentadoria do atacante surge em meio a um momento de luto no futebol do país, marcado pela morte de Pineida e pela insegurança vivida por atletas. O Barcelona de Guayaquil ainda não se manifestou oficialmente sobre a situação de Caicedo.
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