O ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, foi preso no Paraguai ao tentar embarcar para El Salvador após romper a tornozeleira eletrônica e deixar o Brasil sem autorização judicial. Ele usava documento falso e foi detido em operação com apoio da Polícia Federal. Silvinei foi condenado pelo STF a 24 anos e seis meses por participação na tentativa de golpe de 2022.
O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, preso na madrugada desta sexta-feira (26), no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai, afirmou aos agentes de imigração do país vizinho que sofria de doença terminal.
O argumento foi dado para justificar as diferenças físicas em sua aparência em comparação com a foto de seu passaporte, segundo informação do jornal local ABC Color.
Oficiais desconfiaram do documento apresentado por Vasques, que entrou em contradição durante a tentativa de justificar as diferenças. Em seguida, ele teria demonstrado abalo emocional ao ser questionado, e acabou confessando sua verdadeira identidade.
Silvinei utilizou passaporte paraguaio que foi considerado autêntico, registrado no nome de Julio Eduardo Báez Fernández, de 44 anos, e que de fato consta no sistema informatizado da Polícia Nacional do Paraguai.
Silvinei preso no Paraguai
Segundo a Polícia Federal (PF), Silvinei estava em Santa Catarina, onde cumpria medidas cautelares com uso de tornozeleira eletrônica, quando rompeu o equipamento e deixou o Brasil sem autorização judicial. Assim que o rompimento foi identificado, autoridades brasileiras acionaram países vizinhos, como Paraguai, Argentina e Colômbia, para auxiliar na localização do ex-dirigente.
“Silvinei estava em Santa Catarina com a tornozeleira eletrônica. Rompeu a tornozeleira eletrônica. Assim que ele rompeu, as autoridades brasileiras avisaram os países vizinhos — Colômbia, Paraguai, Argentina. Quando tentou pegar o voo para El Salvador com documento falso, a turma do Paraguai acionou o Brasil”, explicou o diretor da Polícia Federal.
Durante a tentativa de embarque, Silvinei portava um passaporte paraguaio original, mas que não correspondia à sua verdadeira identidade. Ao tentar deixar o país, foi abordado e preso pela polícia paraguaia dentro do aeroporto, em uma operação realizada em cooperação com a Polícia Federal brasileira.
