Mais de uma década após o desaparecimento do voo MH370, da Malaysia Airlines, o governo da Malásia anunciou a retomada das buscas por destroços da aeronave, considerada um dos maiores enigmas da história da aviação. A nova operação começa nesta terça-feira (30) no Oceano Índico.

Destroços encontrados em praias do Oceano Índico são analisados há anos na tentativa de localizar o voo MH370. Foto: Lucas Marie.
Destroços encontrados em praias do Oceano Índico são analisados há anos na tentativa de localizar o voo MH370. Foto: Lucas Marie.

Mais de uma década após o desaparecimento do voo MH370, da Malaysia Airlines, o governo da Malásia anunciou a retomada das buscas por destroços da aeronave, considerada um dos maiores enigmas da história da aviação. A nova operação começa nesta terça-feira (30) no Oceano Índico.

O avião, um Boeing 777, desapareceu em 8 de março de 2014 durante um voo entre Kuala Lumpur e Pequim, com 239 pessoas a bordo. Desde então, investigadores nunca conseguiram determinar com precisão o que aconteceu com a aeronave nem localizar seu local exato de queda.

Dados de satélite indicam que o avião mudou de rota pouco depois da decolagem e seguiu em direção ao sul do Oceano Índico. Duas grandes operações de busca já foram realizadas anteriormente, mas ambas terminaram sem resultados conclusivos.

Ao longo dos anos, mais de 30 fragmentos suspeitos de aeronaves foram encontrados em praias da África e de ilhas do Oceano Índico. Apenas três deles, incluindo um flaperon, parte da asa, localizado em 2015 na Ilha da Reunião, foram confirmados como pertencentes ao MH370.

Um relatório oficial divulgado em 2018 apontou que os controles da aeronave provavelmente foram manipulados de forma deliberada para desviar o avião de sua rota original. No entanto, os investigadores não conseguiram identificar quem teria sido o responsável e afirmaram não haver provas suficientes contra o piloto ou o copiloto.

A nova fase das buscas será conduzida pela empresa americana Ocean Infinity, que só receberá pagamento caso encontre destroços relevantes da aeronave. A área prevista para a operação tem cerca de 15 mil quilômetros quadrados e é considerada, pelo governo malaio, a região mais provável onde o avião pode estar.

Segundo o Ministério dos Transportes da Malásia, a retomada das buscas representa um compromisso do país em oferecer respostas às famílias das vítimas, que aguardam esclarecimentos há mais de dez anos.

 

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