Os governos de Mali e Burkina Faso anunciaram na terça-feira (31) a proibição da entrada de cidadãos dos Estados Unidos em seus territórios.

Trump faz declaração após atentado na Casa Branca (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Trump faz declaração após atentado na Casa Branca (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Os governos de Mali e Burkina Faso anunciaram na terça-feira (31) a proibição da entrada de cidadãos dos Estados Unidos em seus territórios. A medida é uma resposta direta às recentes decisões do presidente norte-americano, Donald Trump, que ampliou a lista de países cujos cidadãos estão impedidos de viajar para os EUA.

As duas nações africanas adotaram o chamado princípio da reciprocidade após serem incluídas, no último dia 16 de dezembro, entre os países com restrições totais de entrada em território norte-americano.

Mali fala em reciprocidade imediata

Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores do Mali informou que a decisão passa a valer de forma imediata. Segundo a chancelaria, o país aplicará o “regime de reciprocidade” em relação às medidas adotadas pelo governo dos Estados Unidos.

O texto afirma que a restrição é uma reação direta à inclusão de cidadãos malineses na lista de proibição de viagens aos EUA, anunciada pela administração Trump sob a justificativa de segurança nacional.

Burkina Faso anuncia medidas equivalentes

O governo militar de Burkina Faso também confirmou a adoção de medidas semelhantes. Em nota, as autoridades afirmaram que o país segue comprometido com o respeito mútuo entre nações, mas que aplicará regras de visto equivalentes às impostas aos cidadãos burquinenses pelos Estados Unidos.

Segundo o comunicado, a decisão busca preservar a soberania nacional diante das políticas migratórias adotadas por Washington.

Proibição ampliada por Trump

No dia 16 de dezembro, Trump anunciou a ampliação da lista de países cujos cidadãos estão proibidos de entrar nos Estados Unidos. Além de Mali e Burkina Faso, também foram incluídos Níger, Sudão do Sul e Síria.

O governo norte-americano justificou a medida com base em argumentos de combate ao terrorismo e proteção da segurança nacional.

Lista inclui países da África e Oriente Médio

Com a atualização, esses países passaram a integrar um grupo que já inclui Afeganistão, Mianmar, Chade, Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen, todos sujeitos a restrições totais de viagem aos Estados Unidos.

A decisão tem gerado reações diplomáticas e críticas internacionais, especialmente por parte de países africanos, que veem as medidas como discriminatórias e politicamente motivadas.

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