O jornal britânico Financial Times apontou Luiz Inácio Lula da Silva como o principal favorito para vencer as eleições presidenciais de 2026 no Brasil. A análise integra uma lista de previsões para o próximo ano elaborada pela equipe do periódico, que destaca a força política do presidente mesmo aos 80 anos. O jornal cita a condução de Lula na recente crise com os Estados Unidos como um dos fatores que fortalecem sua posição. Em contraponto, a revista The Economist publicou um editorial defendendo que Lula não deveria ser reeleito, argumentando riscos relacionados à idade. Pesquisas recentes, porém, mostram o petista na liderança em todos os cenários de primeiro e segundo turno.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi apontado pelo Financial Times como favorito para vencer as eleições presidenciais de 2026. A projeção foi publicada nesta quarta-feira (31) e integra a tradicional lista anual de previsões do jornal britânico especializado em economia e política internacional.
Segundo o periódico, Lula mantém vantagem significativa na disputa mesmo aos 80 anos. “Salvo se ocorrer um problema de saúde de última hora, Luiz Inácio Lula da Silva é o favorito para vencer a eleição de outubro, mesmo aos 80 anos”, destacou o Financial Times.
A publicação atribui parte desse favoritismo à maneira como o presidente brasileiro conduziu a recente crise diplomática com os Estados Unidos, após o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. Para o jornal, a postura de Lula reforçou sua imagem de liderança experiente e consolidou apoio em setores estratégicos.
Enquanto isso, a revista britânica The Economist adotou tom oposto em editorial também divulgado nesta quarta-feira. A publicação argumenta que Lula não deveria buscar um novo mandato, citando preocupações com a idade e possíveis riscos à governabilidade. O texto compara a situação do brasileiro à de Joe Biden, que enfrentou dificuldades de saúde durante a campanha eleitoral de 2024 nos Estados Unidos.
“Lula tem 80 anos. Apesar de todo o seu talento político, é simplesmente arriscado demais para o Brasil ter alguém tão idoso no poder por mais quatro anos. Carisma não é escudo contra o declínio cognitivo”, afirmou o editorial, ressaltando que Lula é apenas um ano mais novo do que Biden no ciclo eleitoral americano de 2024.
Apesar do debate internacional, o cenário interno segue favorável ao atual presidente. De acordo com a pesquisa Genial/Quaest divulgada em 16 de dezembro, Lula lidera as intenções de voto em todos os cenários testados, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
O tema deve seguir em destaque nos próximos meses, à medida que o país se aproxima do início oficial da corrida eleitoral e o debate sobre liderança, idade e capacidade de gestão ganha força na arena política.
