O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela, registrada na madrugada deste sábado (3), gerou ampla repercussão internacional e reações divergentes de líderes e governos. Explosões foram relatadas em Caracas e em outras regiões do país.

O presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado por forças norte-americanas. Ele deve ser julgado nos EUA pelo crime de tráfico internacional de drogas. Autoridades estrangeiras se posicionaram sobre o impacto do ataque na estabilidade regional e na segurança da população civil.

Estados Unidos atacam a Venezuela. Reprodução/redes sociais
Estados Unidos atacam a Venezuela. Reprodução/redes sociais

O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela, registrada na madrugada deste sábado (3), gerou ampla repercussão internacional e reações divergentes de líderes e governos. Explosões foram relatadas em Caracas e em outras regiões do país.

O presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado por forças norte-americanas. Ele deve ser julgado nos EUA pelo crime de tráfico internacional de drogas. Autoridades estrangeiras se posicionaram sobre o impacto do ataque na estabilidade regional e na segurança da população civil.

Rússia

Aliada da Venezuela, a Rússia condenou um “ato de agressão armada” dos Estados Unidos contra a Venezuela, informou o Ministério das Relações Exteriores do país.

Em nota divulgada neste sábado, o governo russo disse estar “profundamente preocupado” e afirmou que, diante da situação, é importante evitar uma nova escalada e concentrar esforços na busca de uma saída por meio do diálogo.

Colômbia

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou “profunda preocupação” com os acontecimentos e afirmou rejeitar “qualquer ação militar unilateral” que possa intensificar a tensão na América do Sul. Petro também condenou o que classificou como violação da soberania venezuelana, defendeu o diálogo entre as partes e a autodeterminação dos povos. Diante do cenário, anunciou o reforço da fronteira colombiana para acolher possíveis refugiados.

Argentina

O presidente Javier Milei adotou posição oposta. Também por meio das redes sociais, ele comemorou a ação militar norte-americana. “A liberdade avança. Viva a liberdade, car****”, postou no X.

Cuba

O presidente Miguel Díaz-Canel denunciou o ataque como um “ato criminoso” e pediu uma resposta urgente da comunidade internacional. Em publicação na rede X, afirmou que a região, que descreveu como uma “zona de paz”, estaria sendo “brutalmente atacada”, acusando os Estados Unidos de praticarem “terrorismo de Estado” contra a Venezuela e a América Latina.

Alemanha

Governos europeus também reagiram. O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha informou que acompanha a situação com “grande preocupação” e que mantém contato próximo com a embaixada em Caracas. Segundo comunicado, uma equipe de crise deve se reunir ainda neste sábado para avaliar os desdobramentos.

Itália

Já o ministro das Relações Exteriores da Itália declarou que o país monitora o cenário com atenção especial à comunidade italiana residente na Venezuela e que a primeira-ministra Giorgia Meloni recebe atualizações constantes sobre o conflito.

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