Donald Trump afirmou que ainda avalia o futuro da Venezuela após a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas. Segundo o presidente dos EUA, o líder venezuelano foi levado para um navio da Marinha e segue para Nova York. A declaração ocorre após ataques a Caracas e amplia a tensão política e militar na região.

Donald Trump durante visita a uma fábrica da Ford, em Detroit, onde reagiu a provocações feitas por um funcionário. Foto: Reprodução/Redes Sociais
Donald Trump durante visita a uma fábrica da Ford, em Detroit, onde reagiu a provocações feitas por um funcionário. Foto: Reprodução/Redes Sociais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (3) que ainda está definindo quais serão os próximos passos em relação à Venezuela após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças norte-americanas. A afirmação foi feita em entrevista à emissora Fox News, horas depois da ofensiva militar em Caracas.

Segundo Trump, Maduro e a esposa foram detidos na capital venezuelana e retirados do país por via aérea. O presidente norte-americano afirmou que o líder venezuelano está a caminho de Nova York, transportado a partir de um navio da Marinha dos Estados Unidos que estava posicionado no mar do Caribe.

Durante a entrevista, Trump disse que acompanhou a operação em tempo real. “Foi como assistir a um programa televisivo”, afirmou, ao relatar que recebeu imagens transmitidas por agentes envolvidos na missão. Ele também revelou que o ataque estava planejado para ocorrer dias antes, mas foi adiado por questões climáticas.

Interesse direto no petróleo da Venezuela

Outro ponto destacado por Trump foi o interesse direto dos Estados Unidos na indústria petrolífera venezuelana. Segundo ele, Washington passará a estar “fortemente envolvido” no setor, o que indica uma mudança significativa na relação econômica com o país sul-americano após a queda do governo.

Trump afirmou ainda que manteve contato com Maduro cerca de uma semana antes da ofensiva e que houve uma tentativa de negociação por parte do governo venezuelano. “Eles quiseram negociar no final, mas eu não queria”, disse o presidente dos EUA, sem detalhar os termos propostos.

Enquanto isso, o governo venezuelano reagiu afirmando não saber onde Maduro se encontra. A vice-presidente Delcy Rodríguez exigiu uma prova de vida por parte dos Estados Unidos. Após os ataques, Caracas registrou explosões, apagões e decretou estado de comoção exterior, elevando ainda mais a tensão na região.

Ataques contra a Venezuela

A captura de Maduro ocorreu após uma série de ataques aéreos e explosões em Caracas durante a madrugada. De acordo com a Associated Press, ao menos sete explosões foram registradas em um curto intervalo de tempo. Moradores relataram tremores, aeronaves em baixa altitude e interrupções no fornecimento de energia elétrica, especialmente nas proximidades da base aérea de La Carlota.

Enquanto isso, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou não saber o paradeiro de Maduro e cobrou do governo norte-americano uma prova de vida do presidente. O cenário mantém a região em alerta máximo e amplia a crise diplomática envolvendo Estados Unidos, Venezuela e países vizinhos.

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