A inflação oficial do Brasil encerrou o ano de 2025 em 4,26%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice ficou abaixo do teto de 4,5% da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e representa a primeira vez desde 2019 que o acumulado em 12 meses termina dentro do intervalo de tolerância (entre 1,5% e 4,5%).

Inflação medida pelo IPCA encerra 2025 em 4,26%, ficando dentro da meta de tolerância do Conselho Monetário Nacional e alcançando o menor acumulado desde 2018. Foto: Freepik,
Inflação medida pelo IPCA encerra 2025 em 4,26%, ficando dentro da meta de tolerância do Conselho Monetário Nacional e alcançando o menor acumulado desde 2018. Foto: Freepik,

A inflação oficial do Brasil encerrou o ano de 2025 em 4,26%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice ficou abaixo do teto de 4,5% da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e representa a primeira vez desde 2019 que o acumulado em 12 meses termina dentro do intervalo de tolerância (entre 1,5% e 4,5%).

Em dezembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,33%, acelerando em relação a novembro (0,18%) e sendo a maior variação para o mês desde 2018.

O resultado anual de 4,26% também é o menor desde 2018, quando o índice acumulou 3,75%. Nesse ano, o grupo que mais contribuiu para a inflação acumulada foi o de Habitação, pressionado principalmente pela energia elétrica, que teve alta de mais de 12%, com impacto significativo no cálculo total.

O desempenho em 2025 representou ainda uma queda em relação ao ano anterior, quando a inflação fechou em 4,83%.

O que dizem os especialistas

Especialistas apontam que o controle da inflação foi favorecido por vários fatores ao longo do ano, como quedas consecutivas no preço de alguns alimentos, maior oferta de produtos agrícolas e um câmbio relativamente estável, reduzindo pressões sobre os preços no varejo.

Para economistas, o resultado também alivia a pressão sobre o Banco Central, que manteve a taxa básica de juros, a Selic, em níveis elevados em 2025 — atingindo 15% ao ano, o maior patamar em décadas — como forma de conter a inflação. 

O índice aquém das expectativas do mercado reforça a possibilidade de cortes nos juros ao longo de 2026, à medida que a economia mostra sinais de desaquecimento dos preços.

O IPCA é o principal indicador de inflação do país e mede a variação de preços de bens e serviços consumidos pelas famílias em 377 itens, como alimentação, transportes, habitação e saúde, entre outros. 

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