Um ex-militar revelou, 30 anos após os fatos, que inventou seu depoimento sobre a suposta participação das Forças Armadas no transporte de um extraterrestre em Varginha (MG)

ET de Varginha (Reprodução/Prefeitura de Varginha)
ET de Varginha (Reprodução/Prefeitura de Varginha)

Três décadas após o episódio que ficou conhecido como Caso Varginha, um ex-militar do Exército afirmou que o depoimento dado por ele nos anos 1990 sobre o suposto transporte de uma criatura extraterrestre era falso.

Segundo o ex-soldado, a versão apresentada na época teria sido criada após ele receber a promessa de R$ 5 mil de um ufólogo interessado em reforçar a narrativa envolvendo a atuação das Forças Armadas em Varginha, no Sul de Minas Gerais.

Médico renomado quebra o silêncio e afirma ter visto o ET de Varginha; vídeo

A revelação foi feita em entrevista exibida nesta quinta-feira (8), no último episódio da série documental “O Mistério de Varginha”. O especial também traz o depoimento de outro ex-militar que, ao contrário do colega, reafirma a versão apresentada nos anos 90, sustentando que um suposto extraterrestre teria sido levado a um hospital da cidade sob vigilância do Exército.

Apesar das contradições, o episódio reforça relatos de testemunhas civis, especialmente das mulheres que afirmam ter visto a criatura em um terreno baldio do município. Mesmo relatando consequências negativas em suas vidas pessoais após o caso ganhar repercussão nacional, elas mantêm a versão com riqueza de detalhes e dizem não ter motivos para inventar a história, mantendo vivo o mistério que cerca um dos episódios mais emblemáticos da ufologia brasileira.

Relato das três amigas permanece o mesmo desde 1996

O caso do ET de Varginha segue cercado de mistério quase três décadas depois e reúne relatos de diferentes testemunhas oculares, civis e militares, que ajudaram a consolidar a narrativa do suposto encontro com uma criatura extraterrestre em janeiro de 1996, no Sul de Minas Gerais.

As três amigas que afirmam ter visto o ser em um terreno baldio continuam sustentando a mesma versão apresentada nos anos 1990. Mesmo com a repercussão nacional e os impactos pessoais ao longo dos anos, elas reafirmam os detalhes do avistamento e dizem não ter motivos para alterar o relato.

Outro depoimento que permanece inalterado é o de um médico, que afirma ter presenciado um atendimento hospitalar envolvendo a suposta criatura. Ele segue defendendo publicamente a versão apresentada à época, reforçando as suspeitas de movimentação incomum em unidades de saúde da cidade.

Relatos divergentes

Já entre os militares, os relatos apresentam divergências. Dos três que disseram ter participado da captura e transporte do suposto alien, dois voltaram atrás e negaram posteriormente a história inicial, enquanto um deles continua confirmando o envolvimento das forças militares no episódio. Essas contradições ajudaram a alimentar o debate e dividir opiniões sobre a veracidade do caso.

Na década de 1990, os depoimentos atribuídos a bombeiros e integrantes do Exército ampliaram significativamente a repercussão do episódio, que até então se baseava apenas no relato das três jovens.

Naquele período, o ufólogo Vitório Pacaccini defendeu publicamente a autenticidade das informações, classificando os testemunhos como confiáveis e reforçando a notoriedade do caso, que se tornou um dos mais conhecidos da ufologia brasileira.

“Todas as informações estão embasadas em depoimentos de testemunhas autênticas. Portanto, ninguém aqui está inventando nada”, disse na época.

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