A polícia do Equador encontrou cinco cabeças humanas penduradas ao lado de uma placa de advertência em uma praia turística de Puerto López, na província de Manabí, neste domingo (11/1). O crime, de extrema violência, ocorre em meio à escalada da atuação de grupos criminosos no país, que vive uma das piores crises de segurança da América Latina.
Cinco cabeças humanas foram encontradas penduradas ao lado de uma placa de advertência em uma praia de Puerto López, cidade litorânea da província de Manabí, no Equador. O caso foi registrado neste domingo (11) e chocou moradores e turistas que frequentam a região, conhecida internacionalmente pelo avistamento de baleias.
De acordo com investigadores, as cabeças estavam amarradas a postes de madeira próximos à faixa de areia, ao lado da orla e nas imediações de um hotel. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o local isolado pela polícia, com o material deixado de forma explícita como ameaça.
Junto aos restos mortais, havia uma mensagem escrita em uma tábua de madeira: “O povoado é nosso. Continuem a assaltar os pescadores e a exigir comprovantes de vacinação, nós já os identificamos”. No contexto local, o termo “vacina” é usado por facções criminosas para se referir à extorsão cobrada de moradores, comerciantes e trabalhadores em troca de suposta proteção.
As autoridades ainda não identificaram os responsáveis pelo crime nem localizaram os corpos completos das vítimas. A polícia trabalha com a hipótese de que o ato tenha sido cometido por grupos ligados ao crime organizado, em disputa por controle territorial e atividades ilícitas na região costeira.
Puerto López, apesar de ser um destino turístico, tem sido afetada pela crescente onda de violência armada que atinge o Equador. No último fim de semana de dezembro, uma série de ataques na província de Manabí deixou várias pessoas mortas, incluindo uma bebê, segundo registros oficiais.
Crise no Equador
O episódio ocorre em meio a uma grave crise de segurança no país. Entre 2019 e 2024, o Equador registrou um aumento de 588% no número de homicídios, impulsionado principalmente por mudanças nas rotas do tráfico internacional de drogas e pela atuação de facções criminosas. O cenário colocou o país entre os mais violentos da América Latina nos últimos anos.
As investigações seguem em andamento.
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