Donald Trump voltou a ameaçar “tomar” a Groenlândia, alegando razões de segurança nacional e afirmando que, sem ação dos EUA, Rússia e China assumiriam controle do território ártico. A fala gerou reação dura da Dinamarca e de aliados europeus, além de resistência dos cerca de 60 mil habitantes da ilha, que defendem autonomia e direito de decidir o próprio futuro. Trump ainda ironizou a capacidade de defesa groenlandesa.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom em relação à Groenlândia e afirmou neste domingo (11) que pretende “tomar a ilha de um jeito ou de outro”. Segundo ele, caso Washington não aja, quem “assumirá o controle” do território dinamarquês no Ártico serão Rússia e China, países que, segundo o republicano, representam riscos estratégicos para a região.
A declaração é mais um capítulo de uma série de falas escalatórias de Trump sobre a Groenlândia, território rico em recursos minerais e localizado em posição estratégica entre a América do Norte e o Ártico. Os Estados Unidos mantêm na ilha uma base militar desde a Segunda Guerra Mundial, o que reforça seu interesse geopolítico na área.
As falas do presidente americano geraram choque e indignação na Dinamarca e entre aliados europeus. O governo dinamarquês, assim como lideranças políticas groenlandesas, já reiterou que a ilha não está à venda e que qualquer decisão sobre seu futuro cabe exclusivamente à população local. A Groenlândia tem cerca de 60 mil habitantes, que possuem governo autônomo e rejeitam a ideia de ficar sob controle dos Estados Unidos.
Ignorando as manifestações contrárias, Trump voltou a pressionar e argumentou que a ilha deveria aceitar um acordo com Washington para evitar suposto domínio russo ou chinês. Em tom de deboche, chegou a ironizar a capacidade defensiva da Groenlândia, afirmando que suas forças seriam equivalentes a “dois trenós puxados por cães”.
As declarações reforçam tensões diplomáticas e reacendem o debate geopolítico sobre o Ártico, região cada vez mais estratégica em razão de suas rotas marítimas, reservas de petróleo, gás e minerais. Enquanto isso, a Dinamarca e demais aliados seguem defendendo a soberania groenlandesa e o direito do povo local de decidir seu destino.
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