Tareena Shakil, que ganhou notoriedade ao deixar o Reino Unido para se alistar no Estado Islâmico, hoje atua como influencer e conselheira sentimental. Depois de ser condenada por terrorismo e passar por um processo de desradicalização, ela passou a dar conselhos sobre relacionamentos tóxicos, autoestima e espiritualidade.
Em 2014, Tareena Shakil chocou o Reino Unido ao abandonar o país e viajar para Raqqa, na Síria, levando o próprio filho para se juntar ao Estado Islâmico. Na época, uma imagem em que aparecia segurando um fuzil AK-47 viralizou nas redes sociais, acompanhada de declarações em que dizia desejar se tornar “mártir”.
A passagem pelo grupo jihadista, no entanto, foi curta. Tareena conseguiu escapar pela fronteira com a Turquia após ser forçada a se casar com um combatente amputado. De volta ao Reino Unido, foi julgada por envolvimento com terrorismo e condenada a seis anos de prisão, mas acabou libertada antes de cumprir metade da pena.
Após deixar a prisão, a britânica passou por um processo de desradicalização exigido pelas autoridades para retomar a convivência social. Desde então, construiu uma nova identidade pública, completamente oposta àquela que a tornou conhecida.

Tareena Shakil durante periodo com o Estado Islâmico – Foto: Reprodução

Foto recente de Tareena Shakil – Foto: Reprodução
Atribuições no Estado Islâmico
Hoje, ela atua como influencer digital e conselheira sentimental. Nas redes sociais, ela publica vídeos com dicas sobre como encontrar a “alma gêmea”, evitar relacionamentos abusivos e lidar com rejeições amorosas. Em uma gravação recente no TikTok, por exemplo, explicou estratégias emocionais usadas por homens para manter mulheres emocionalmente presas, como o bloqueio repentino em aplicativos.
Além dos conselhos amorosos, ela também compartilha momentos de lazer em destinos turísticos famosos e aparições em lojas de grife, símbolos do estilo de vida ocidental que um dia afirmou rejeitar. Paralelamente, ela utiliza suas plataformas para falar sobre o Islã, defendendo que a religião não representa uma ameaça ao Ocidente.
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