São Paulo e Rio de Janeiro foram escolhidas para receber os primeiros vertiportos urbanos do Brasil, espaços destinados à operação de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, conhecidas como eVTOLs ou, popularmente, “carros voadores”.
São Paulo e Rio de Janeiro foram escolhidas para receber os primeiros vertiportos urbanos do Brasil, espaços destinados à operação de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, conhecidas como eVTOLs ou, popularmente, “carros voadores”.
Na capital paulista, o projeto será implantado no aeroporto Campo de Marte, na Zona Norte, e deve se tornar um ponto estratégico da futura rede de mobilidade aérea urbana da Região Metropolitana. No Rio de Janeiro, a infraestrutura será integrada à região de Jacarepaguá, com função semelhante no sistema de transporte aéreo da cidade.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre a PAX Aeroportos, concessionária responsável pelo Campo de Marte, e a UrbanV, empresa internacional especializada na implantação e operação de redes de vertiportos. O acordo prevê o desenvolvimento de estruturas voltadas não apenas ao pouso e decolagem, mas também ao embarque, desembarque e integração com outros modais urbanos.
Em São Paulo, a escolha do Campo de Marte se deve à infraestrutura já existente. A área permite conexões rápidas com regiões de alta demanda, como a Faria Lima, Alphaville, Campinas, Baixada Santista e os principais aeroportos internacionais, além de contar com espaço para hangares e operações técnicas.

Foto: Divulgação.
O que dizem os especialistas
Segundo especialistas do setor, os eVTOLs representam uma mudança significativa na mobilidade urbana, com a promessa de reduzir o tempo de deslocamento, diminuir emissões de poluentes e ampliar as opções de transporte nas grandes cidades. Para isso, a criação de vertiportos é considerada essencial.
A Anac destaca que essas estruturas precisam atender a critérios rigorosos de segurança, acessibilidade, projeto e integração urbana, além de se conectar a sistemas já existentes de transporte público e serviços. A expectativa é que, no futuro, os vertiportos contribuam
O projeto também se insere em um sandbox regulatório desenvolvido em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Esse modelo cria um ambiente controlado para testar novas tecnologias aeronáuticas, permitindo avaliações técnicas, operacionais e de segurança antes da regulamentação definitiva.
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