O ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), fez uma publicação na rede social X (antigo Twitter), nesta quinta-feira (15), rechaçando a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de transferir Jair Bolsonaro (PL) na capital federal.
O ex-presidente cumpria pena na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, e agora foi deslocado para o 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, popularmente como a ‘Papudinha’.
“Alexandre de Moraes, suas qualidades como ser humano não merecem ser enumeradas diante de tamanha maldade praticada contra o último presidente do Brasil que jamais descumpriu uma linha da Constituição e também contra os presos do 8 de janeiro”, começou Carlos.
Carlos cita o ‘maior dos absurdos’
O filho 02 de Bolsonaro ainda reclamou do “maior dos absurdos” cometido contra o pai. “Aliados do PT já praticaram atos muito mais graves e nada lhes aconteceu. Ainda assim, condenar Jair Bolsonaro representa o maior dos absurdos”, continuou.
Carlos ainda relatou uma errônea condenação a 27 anos e três meses de prisão a Bolsonaro que, segundo ele, apresenta uma sequência de doenças e comorbidades documentadas e com comprovação médica que seriam suficientes para garantir o cumprimento de pena em regime domiciliar. Entre eles estão:
- Refluxo gastroesofágico com esofagite
- Hipertensão essencial primária (pressão alta)
- Doença aterosclerótica do coração
- Oclusão e estenose de carótidas
- Apneia do sono
- Falta de ferro no sangue
- Labirintite agravada (quedas inevitáveis)
- Carcinoma de células escamosas (câncer de pele)
- Soluços incoercíveis com refluxos constantes
- Episódios frequentes de vômitos
- Necessidade de uso de medicações de ação no sistema nervoso central para controle do quadro
Transferência de Bolsonaro
A nova determinação de Moraes garante que o ex-presidente tenha acesso a “assistência integral, nas 24 (vinte e quatro) horas, dos médicos particulares anteriormente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia”.
Bolsonaro também terá acesso imediato para ser deslocado a hospitais de urgência em caso de necessidade, mas com a obrigação de comunicar o STF da transferência em até 24 horas.
O magistrado autorizou os pedidos de remição de pena por leitura e assistência religiosa, sob responsabilidade do bispo Rodovalho e do pastor Thiago Manzoni, mas negou que o ex-presidente tenha acesso a um aparelho de Smart TV, acompanhando a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR).
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