As autoridades do Maranhão reconstituíram os primeiros dias do desaparecimento de três crianças no Quilombo São Sebastião dos Pretos, que se perderam após entrarem na mata em busca de frutas. O grupo permaneceu unido em uma cabana abandonada por duas noites, mas acabou se separando no terceiro dia quando os dois irmãos menores não conseguiram mais caminhar. Enquanto o primo de 8 anos foi resgatado com sinais de exaustão, as buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael prosseguem em áreas de difícil acesso.

(Foto: Reprodução)
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As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completam dezessete dias desde o desparecimento no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão.

O caso teve início no dia 4 de janeiro, quando os menores, acompanhados de um primo de 8 anos, entraram em uma região de mata fechada. De acordo com as investigações, as crianças teriam ignorado o alerta de um tio sobre os riscos da área antes de se perderem.

O relato de Anderson Kauan, o primo que foi localizado posteriormente, aponta que o objetivo das crianças era encontrar um pé maracujá. Embora tenham sido instruídos por um tio a retornarem para suas residências, os três decidiram prosseguir por uma rota alternativa, caracterizada por uma mata fechada e de difícil acesso, o que resultou na perda de direção para volta do ponto de partida.

O abrigo em meio à floresta

As diligências conduzidas pelo delegado Ederson Martins indicam que os três menores permaneceram unidos durante as primeiras 48 horas de desaparecimento.

Durante este período, eles utilizaram uma estrutura abandonada, referida pelos residentes locais como uma cabana em ruínas dentro da mata, para se protegerem. A permanência conjunta no local foi fundamental para a sobrevivência inicial das crianças naquele ambiente.

A separação do grupo ocorreu apenas no terceiro dia. Conforme o depoimento colhido pelas autoridades, Anderson Kauan decidiu buscar uma saída sozinho, enquanto os irmãos menores, Ágatha e Allan, demonstraram cansaço extremo e optaram por não prosseguir com a caminhada.

O delegado ressaltou que a principal motivação do menino de 8 anos era localizar o caminho de volta para casa, mas a fragilidade física dos primos impediu que o grupo continuasse unido.

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O resgate do sobrevivente

Anderson foi resgatado por um trabalhador local no dia 7 de janeiro, em uma área de matagal a aproximadamente 4 quilômetros do ponto inicial do desaparecimento.

O menino apresentava sinais severos de debilidade física e estava desprovido de vestimentas no momento em que foi encontrado. Embora tenha informado que os primos estavam situados em um ponto adiante na mata, as equipes de busca não conseguiram precisar a localização exata descrita pela criança.

O processo investigativo enfrenta desafios devido ao estado psicológico de Anderson. Em entrevista ao Metrópoles, o delegado informou que o menino apresenta lapsos de memória frequentes, o que prejudica a reconstrução cronológica dos fatos.

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As autoridades mantêm as operações na região na tentativa de localizar os irmãos que permanecem desaparecidos.

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