Os icônicos orelhões têm data para desaparecer do Brasil: até o fim de 2028, os últimos 30 mil aparelhos serão desligados. A mudança ocorre com o fim dos contratos de concessão em 2025. Apenas áreas sem sinal 4G manterão alguns terminais ativos para garantir a comunicação em regiões isoladas.
Bastante populares nas décadas de 80 e 90, os últimos telefones públicos, conhecidos popularmente como orelhões, que ainda restam espalhados pelo Brasil já têm data para serem extintos. Até o fim de 2028, cerca de 30 mil aparelhos serão desligados, encerrando uma trajetória iniciada em 1972 e marcada por muitas histórias.
O Brasil já chegou a contar com mais de 1,5 milhão de telefones públicos, mas a modernização e a chegada dos celulares mudaram o jogo. Os contratos de telefonia fixa, assinados em 1998, expiram em dezembro de 2025.
A mudança para o modelo de autorização privada faz as concessionárias adaptarem seus serviços, tirando gradualmente os orelhões de circulação como parte do plano de universalização do acesso à telefonia.
Segundo a Anatel, cerca de 9 mil aparelhos coletivos devem continuar funcionando em regiões sem sinal de 4G, principalmente no estado de São Paulo. Quem precisar pode consultar onde estão esses orelhões no site da agência.
Orelhões garantidos até 2028
As principais operadoras, como Oi, Vivo, Algar, Claro/Telefônica e Sercomtel, garantiram manter o serviço de voz em áreas isoladas até dezembro de 2028, com qualquer tecnologia disponível. A Oi ainda lidera com 6.707 orelhões ativos, mesmo enfrentando dificuldades financeiras desde 2016.
Vivo, Algar e Claro/Telefônica devem desligar suas redes ainda este ano, restando cerca de 2 mil aparelhos dessas empresas e outros 500 da Sercomtel no Paraná.
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