A Polícia Civil do DF apurou que um técnico de enfermagem aplicou doses letais em uma paciente de 75 anos na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga. Outros dois profissionais ajudaram na ação. O trio foi preso e responde por homicídio qualificado.
A investigação da Polícia Civil do DF (PCDF) apurou que o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, injetou uma dose letal de substâncias indevidas para matar a professora Miranilde Pereira da Silva, 75, enquanto ela já recebia atendimento, no Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal.
Técnico injetou dose letal
O caso aconteceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, no dia 17 de novembro, horas antes da vítima falecer. Segundo a investigação, médicos tentavam reanimar a paciente quando Marcos aplicou o produto pela última vez.
As técnicas Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva também foram detidas. As prisões foram decretadas durante a deflagração da Operação Anúbis, que apontou a participação das suspeitas ao vigiarem a porta para evitar flagrantes enquanto Marcos Vinícius cometia os crimes.
Suspeitos foram presos
Inicialmente, os três negaram envolvimento, mas acabaram confessando os crimes após a polícia apresentar imagens das câmeras de segurança instaladas nos leitos. As investigações apontam que foram utilizadas doses letais de medicamentos e até desinfetante. Em um dos casos, o técnico teria injetado desinfetante mais de dez vezes em uma idosa de 75 anos após sucessivas paradas cardíacas.
Os três profissionais foram demitidos do hospital e respondem por homicídio qualificado. A Polícia Civil (PC) segue investigando se há outras vítimas relacionadas ao caso.
Além da professora aposentada, as vítimas identificadas são um servidor público de 63 anos e um funcionário dos Correios de 33 anos.
