Um homem de 34 anos foi morto brutalmente e teve membros mutilados no bairro Quintino Cunha, em Fortaleza, em um crime atribuído a uma facção criminosa local. A principal linha de investigação aponta que a execução foi motivada por uma acusação de abuso sexual na comunidade, embora vizinhos relatem o receio de uma punição injusta. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa trabalha para identificar os responsáveis pelo ataque e esclarecer as circunstâncias da morte.
Um homem de 34 anos foi morto com requintes de crueldade na última segunda-feira (19), no bairro Quintino Cunha, em Fortaleza, no Ceará. O crime, marcado pela violência extrema, envolveu o uso de pedras e a mutilação de membros da vítima, identificada como Antônio Cosmo, que teve uma das mãos e um dos pés extraídos.
As autoridades locais investigam a hipótese de que o homicídio tenha sido orquestrado por uma organização criminosa que atua na região do Sossego, em uma prática comumente associada ao “Tribunal do Crime”.
Motivação do crime
Segundo informações do jornal O Povo, a motivação para o ataque seria uma acusação de suposto abuso sexual que circulava na comunidade.
O grupo de agressores teria cercado o homem e, após o espancamento com pedradas, arrastaram o corpo para uma área distinta, onde prosseguiram com as mutilações e uma tentativa de decapitação.
No entanto, o temor entre os moradores da vizinhança é de que a vítima tenha sofrido uma injustiça, uma vez que as acusações que motivaram a ação do grupo não foram formalmente comprovadas.
Investigação
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) confirmou a ocorrência e informou que o corpo foi localizado com nítidos sinais de violência física. Em nota, o órgão optou por não se manifestar sobre as alegações de estupro que teriam desencadeado a execução, focando na coleta de provas periciais.
A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros prestaram apoio no local, enquanto a Perícia Forense realizou os exames preliminares para auxiliar no inquérito. O caso agora está sob a responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que busca identificar os autores da execução.
A investigação pretende esclarecer se a ordem para o crime partiu de lideranças de facções e apurar a veracidade das informações que levaram ao linchamento, visando responsabilizar os envolvidos na barbárie ocorrida na zona oeste de Fortaleza.
