O ministro Guilherme Boulos criticou a Selic em 15% ao ano e cobrou do Banco Central a redução da taxa básica de juros. Em entrevista, afirmou que o índice é injustificado e prejudica pequenos empresários e trabalhadores. A declaração ocorre antes da próxima reunião do Copom, que define os juros no país.

 (Foto: Leandro Paiva/@leandropaivac)
(Foto: Leandro Paiva/@leandropaivac)

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSol-SP), criticou a manutenção da taxa básica de juros em 15% ao ano e cobrou do Banco Central uma redução do índice. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, nesta quarta-feira (21).

Auxiliar direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Boulos classificou o patamar da Selic como “injustificado” e afirmou que os juros elevados impactam diretamente pequenos empresários e trabalhadores, estimulando o endividamento e dificultando a sobrevivência de pequenos negócios.

“Muitas vezes, esses pequenos negócios estão endividados por essa taxa de juros escorchante, de agiotagem, que a gente tem no Brasil. É vergonhosa. Banco Central, já passou da hora de reduzir essa taxa de juros, porque 15% de taxa de juros nem trabalhador, nem empresário aguenta”, afirmou o ministro.

A crítica ocorre às vésperas da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 27 e 28 de janeiro. O colegiado é o responsável por definir o percentual da Selic, principal instrumento do Banco Central para o controle da inflação no país.

Mais detalhes da Selic

A taxa básica de juros serve de referência para todas as demais taxas da economia, influenciando o custo do crédito para consumidores e empresas. Além disso, é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), que dá nome ao índice.

O debate sobre a política monetária tem sido recorrente no governo Lula, com integrantes do Executivo defendendo a redução dos juros como forma de estimular o crescimento econômico e aliviar o impacto financeiro sobre a população e o setor produtivo.

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