Imagens divulgadas nas redes sociais mostram soldados russos sendo amarrados a árvores em temperaturas de -20°C como punição por terem roubado drogas de um comandante. O episódio evidencia a brutalidade dos “tribunais de campo” e o colapso disciplinar nas tropas de Moscou, onde o abuso de substâncias é frequente. Relatos apontam que execuções sumárias e torturas internas têm sido utilizadas para punir combatentes, cujas mortes são frequentemente mascaradas como baixas de guerra.
Circulam nas redes sociais, imagens que revelam a aplicação de punições severas contra combatentes russos em território ucraniano. Dois soldados, acusados por um “tribunal de campo” de terem furtado e consumido maconha pertencente ao comandante de sua brigada, foram submetidos a uma sessão de tortura em uma zona de floresta.
Expostos a temperaturas que podem atingir a marca de -20°C, os militares foram amarrados a árvores com pouca vestimenta, ficando vulneráveis aos ventos intensos do inverno no Leste Europeu enquanto eram filmados por seus próprios companheiros de unidade.
Registro de barbárie
No vídeo que circula nas redes, o responsável pelos registros profere insultos contra os soldados imobilizados, reforçando que a retaliação ocorreu devido ao uso de substâncias que pertenciam a um oficial identificado pelo codinome Viper. Este episódio não é um fato isolado, mas sim parte de uma crescente lista de registros de “punições bárbaras” que têm se tornado frequentes nas linhas de frente da invasão russa.
Relatos de abusos indicam que, além das torturas físicas, as execuções sumárias por desobediência ou crimes internos são uma realidade brutal enfrentada pelas tropas de Moscou desde o início do conflito em 2022.
Contexto de abuso e abandono no front
Segundo o jornalista Fernando Moreira da coluna Page Not Found, do Jornal Extra, especialistas e agências internacionais apontam que o uso disseminado de drogas e o alcoolismo entre os combatentes russos funcionam como uma tentativa de suportar o trauma psicológico da guerra prolongada.
No entanto, o sistema de justiça militar improvisado nas trincheiras têm respondido a esses desvios com métodos medievais, que variam do acorrentamento em áreas abertas até a morte deliberada por seus próprios camaradas. Em muitos casos, os corpos de soldados executados são descartados em valas comuns ou rios, enquanto os registros oficiais de comando os listam falsamente como mortos em combate para ocultar a origem das baixas internas.
