Após percorrer diversas unidades de saúde entre Macapá e Teresina em busca de diagnóstico, Erlan chegou a ser tratado sob a suspeita inicial de câncer antes de médicos identificarem tuberculose peritoneal
Neto Maciel, viúvo do jornalista Erlan Bastos, usou as redes sociais para se pronunciar publicamente sobre a morte do apresentador e esclarecer informações que circularam após o falecimento. Erlan morreu no sábado (17), aos 32 anos, em decorrência de uma tuberculose peritoneal, condição considerada rara.
No vídeo publicado, Neto agradeceu as manifestações de carinho recebidas de fãs, colegas de profissão e amigos do jornalista. Segundo ele, Erlan construiu uma trajetória sólida no Piauí e em Fortaleza, além de estar expandindo sua carreira em Macapá, conquistando reconhecimento em diferentes regiões do país.
Morre apresentador Erlan Bastos aos 32 anos
O viúvo também destacou o alcance nacional do trabalho de Erlan Bastos, ressaltando a autenticidade e a personalidade marcante do comunicador, características que, segundo ele, contribuíram para a forte conexão com o público.
Além das homenagens, Neto Maciel aproveitou o momento para desmentir informações equivocadas divulgadas na internet sobre a causa da morte. Ele explicou que o caso serve de alerta para a importância de cuidar da saúde e relatou que, durante as internações, médicos apontaram que o jornalista possivelmente já apresentava sintomas, mas não comentava sobre o que sentia.
Falhas no atendimento médico
Neto Maciel destacou problemas estruturais no sistema de saúde e rebateu especulações de que Erlan não possuía recursos para consultas ou plano de saúde. Segundo Neto, embora Erlan não tivesse o hábito de cuidar regularmente da própria saúde, houve falhas graves no atendimento médico recebido.
Ele relatou que os primeiros sintomas surgiram em meados de dezembro, quando o casal estava em Macapá. A partir daí, começaram diversas idas a hospitais, onde, na maioria das vezes, o jornalista recebia apenas medicação e era liberado.
O viúvo também negou rumores de dificuldades financeiras, afirmando que Erlan foi atendido tanto em unidades públicas quanto em hospitais particulares, em cidades como Macapá e Teresina.
Inicialmente, médicos chegaram a levantar a hipótese de câncer, e diversos exames foram realizados. Diante da falta de avanços no diagnóstico, o casal decidiu retornar a Teresina em busca de atendimento mais especializado. Foi lá que uma médica levantou a suspeita de tuberculose peritoneal, doença rara que acabou sendo confirmada.
Após o diagnóstico, Erlan Bastos iniciou o tratamento adequado, foi colocado em isolamento e apresentou melhora inicial, incluindo recuperação do apetite e boa resposta aos medicamentos, conforme relatado por Neto Maciel.
Quadro clínico de Erlan Bastos se agravou
O jornalista Erlan Bastos teve uma piora significativa em seu quadro clínico na sexta-feira (16), um dia antes de morrer. De acordo com Neto, os médicos identificaram um acúmulo excessivo de líquido nos pulmões e recomendaram a transferência imediata de Erlan para o Centro de Terapia Intensiva (CTI), onde seria necessário realizar um procedimento de drenagem. Apesar da resistência inicial, o jornalista acabou aceitando a mudança para a unidade intensiva.
Horas depois, já durante a madrugada, a equipe médica entrou em contato com Neto para solicitar autorização para a intubação, diante do agravamento do quadro respiratório. Após conversar com a mãe de Erlan, a família consentiu com o procedimento.
Pouco tempo depois, o viúvo recebeu um novo chamado do hospital informando sobre o desfecho fatal. Erlan Bastos morreu aos 32 anos, vítima de tuberculose peritoneal, uma doença rara, que havia sido diagnosticada dias antes.
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