O influenciador literário Pedro Pacífico, o Bookster, defende que assistir ao BBB e ler livros são atividades complementares. Ele critica a tentativa de hierarquizar a cultura e traça paralelos entre o reality e obras como “1984”, argumentando que a leitura deve ser entretenimento e não uma ferramenta de superioridade.

Quem assiste BBB não lê livro? Especialista explica (Foto: Redes Sociais)
Quem assiste BBB não lê livro? Especialista explica (Foto: Redes Sociais)

Quem assiste BBB, não lê? O início de ano sempre traz à tona uma velha rivalidade nas redes sociais: Big Brother Brasil (BBB) contra literatura. Com a estreia da 26ª edição do reality, internautas voltam a discutir se é possível curtir os dois mundos, como se fossem opostos no universo da cultura brasileira e não pudessem acontecer de forma conjunta.

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A discussão ganhou ainda mais força após Pedro Pacífico, conhecido como Bookster, que é um influenciador digital conhecido pelo incentivo à leitura, rebater a ideia de que livros e reality shows não combinam.

Para ele, transformar a leitura em símbolo de superioridade é um erro. Segundo o especialista, “existe uma tendência muito forte das pessoas quererem hierarquizar o que é cultura, o que é consumido. Então, o entretenimento seria algo pior do que a cultura”.

Ele destacou que julgar quem assiste ao Big Brother Brasil como alguém que não lê é um recorte limitado. “Uma coisa não exclui a outra. Você pode muito bem estar assistindo ao Big Brother e, ao mesmo tempo, lendo um livro de literatura clássica russa”.

Paralelo entre os dois mundos

O especialista também fez um paralelo entre o formato do BBB e grandes obras literárias, como “1984”, “O Senhor das Moscas” e “Jogos Vorazes”. Todos esses livros abordam vigilância, julgamento social e o comportamento humano em ambientes controlados.

“No Big Brother você está a todo momento sendo monitorado, suas ações são julgadas pelo outro. Isso a gente vê muito no livro ‘1984’, porque quem está de fora fica julgando e tentando colocar quem é o do bem, quem é o do mal”.

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Ele ainda criticou quem condena o reality, mas não consome nenhum tipo de literatura: “Muitas vezes é que quem está fazendo essa crítica está em casa só lá nas telas, criticando o outro, consumindo conteúdo rápido, superficial, e muitas vezes não está lendo nada”.

A ideia, para ele, é incentivar que a leitura seja vista como entretenimento para todos, não como ferramenta de exclusão. Para ele, os dois mundos caminham juntos e cada um deve respeitar a escolha do outro.

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