A França afastou a possibilidade de boicotar a Copa do Mundo de 2026, que terá a maioria de seus jogos disputados nos Estados Unidos, mesmo diante das recentes tensões políticas entre países europeus e o governo norte-americano.

Ministra dos Esportes da França afirmou que o país não pretende boicotar a Copa do Mundo de 2026, mesmo diante de tensões políticas com os Estados Unidos envolvendo a Groenlândia. Foto: Reprodução.
Ministra dos Esportes da França afirmou que o país não pretende boicotar a Copa do Mundo de 2026, mesmo diante de tensões políticas com os Estados Unidos envolvendo a Groenlândia. Foto: Reprodução.

A França afastou a possibilidade de boicotar a Copa do Mundo de 2026, que terá a maioria de seus jogos disputados nos Estados Unidos, mesmo diante das recentes tensões políticas entre países europeus e o governo norte-americano.

A ministra dos Esportes da França, Marina Ferrari, afirmou que, no momento, não há qualquer intenção do governo francês de se retirar do Mundial em razão das ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionadas à Groenlândia — território autônomo ligado à Dinamarca.

Trump declarou que pretende impor tarifas à França e a outros países europeus por não apoiarem seu plano de assumir o controle da Groenlândia, que ele considera estratégica para a segurança nacional americana e da Otan.

“Esporte deve ficar separado da política”, diz ministra

Segundo Marina Ferrari, apesar de existirem debates políticos sobre o tema em alguns setores da Europa, o governo francês defende que o esporte não seja usado como instrumento de retaliação diplomática.

“Não há nenhuma intenção, neste momento, de boicotar uma competição desse porte. A Copa do Mundo é um evento extremamente importante para quem ama o esporte”, afirmou a ministra, ao reforçar que prefere manter futebol e política em campos distintos.

As declarações ocorreram antes do discurso de Trump no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, onde o presidente voltou a endurecer o tom sobre a Groenlândia.

Relação entre Trump e a Fifa entra em cena

O episódio também chama atenção para a relação próxima entre Donald Trump e o presidente da Fifa, Gianni Infantino. Em dezembro, durante o sorteio da Copa do Mundo em Washington, Infantino concedeu a Trump o Prêmio da Paz da Fifa, gesto que gerou repercussão internacional.

Enquanto isso, outras nações europeias também evitam falar em boicote. O governo da Alemanha informou que eventuais decisões relacionadas ao Mundial cabem às entidades esportivas, não ao poder político.

Seleção francesa mantém planejamento para o Mundial

Apesar do cenário diplomático delicado, a Federação Francesa de Futebol segue com o planejamento esportivo normalmente. A entidade anunciou que a seleção da França fará sua preparação para o torneio no Babson College, na região de Boston.

A equipe francesa está no Grupo I e tem como último compromisso da fase de grupos a partida contra a Noruega, marcada para o dia 26 de junho, no Gillette Stadium, em Massachusetts.

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