A influenciadora e criadora de conteúdo adulto Julia Ain causou polêmica nas redes sociais ao afirmar que recebeu o visto O-1B dos Estados Unidos, destinado a indivíduos com “habilidades e feitos extraordinários”, após enviar um vídeo em que aparece cortando um sanduíche de pastrami, usando um decote que destaca seus seios.
A influenciadora e criadora de conteúdo adulto Julia Ain causou polêmica nas redes sociais ao afirmar que recebeu o visto O-1B dos Estados Unidos, destinado a indivíduos com “habilidades e feitos extraordinários”, após enviar um vídeo em que aparece cortando um sanduíche de pastrami, usando um decote que destaca seus seios.
A declaração gerou críticas e debates online sobre os critérios utilizados pelas autoridades norte-americanas para conceder o documento.
Natural do Canadá, Julia Ain afirmou fazer parte do grupo de cerca de 20 mil pessoas que obtiveram o visto O-1, um dos mais seletivos do sistema migratório dos Estados Unidos.
Em tom irônico, a influenciadora comentou o caso em entrevista ao tabloide britânico Daily Star:
“Talvez meu talento extraordinário seja ter seios enormes”, disse.

Influenciadora diz ter obtido visto americano de ‘habilidades extraordinárias’ por causa dos seios (Foto: Reprodução/Redes sociais)
O que é o visto O-1
O visto O-1 existe desde 1972, criado após o ex-Beatle John Lennon quase ser deportado dos Estados Unidos durante o governo de Richard Nixon. À época, advogados conseguiram estabelecer um mecanismo legal para permitir que personalidades de destaque permanecessem no país.
No entanto, foi apenas em 1990 que o Congresso dos EUA adotou oficialmente o visto, dividindo-o em duas categorias:
O-1A: destinado a cientistas, educadores, empresários e atletas;
O-1B: voltado a artistas, cineastas e profissionais da indústria criativa.
Influenciadores dominam pedidos recentes
Segundo reportagem recente do Financial Times, a maior parte dos pedidos atuais do visto O-1B tem sido feita por influenciadores digitais e modelos de conteúdo adulto, indicando uma mudança no perfil dos solicitantes.
“É uma mudança estrutural, não algo de nicho”, afirmou Shervin Abachi, advogado especializado em imigração, ao jornal.
