Os Estados Unidos estão negociando uma ampliação significativa de sua presença na Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (22) pelo presidente norte-americano Donald Trump, durante entrevista à emissora Fox News.
Os Estados Unidos estão negociando uma ampliação significativa de sua presença na Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (22) pelo presidente norte-americano Donald Trump, durante entrevista à emissora Fox News.
Segundo Trump, as conversas em andamento envolvem o que ele chamou de “acesso total” à ilha, considerada estratégica para os interesses de segurança dos EUA, especialmente no contexto do Ártico. O presidente, no entanto, não detalhou quais áreas estariam incluídas nem os termos do possível acordo.
Durante a entrevista, Trump voltou a defender a importância da Groenlândia para a defesa nacional norte-americana. De acordo com ele, a posição geográfica da ilha é fundamental para sistemas de monitoramento e proteção aérea, incluindo um projeto de escudo defensivo comparado ao Domo de Ferro utilizado por Israel.
“O que acontece no Ártico passa pela Groenlândia. É uma área extremamente valiosa do ponto de vista estratégico”, afirmou o presidente.
Negociação sem prazo definido
Questionado sobre o estágio das tratativas, Trump disse que as discussões estão em andamento e não possuem prazo para conclusão. “Estamos falando sobre isso agora. Não há limite de tempo”, declarou, reforçando que o diálogo permanece aberto.
O tema também foi mencionado pelo presidente durante sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na quarta-feira (21). Na ocasião, Trump voltou a citar a possibilidade de ampliar a atuação dos EUA na Groenlândia, mas afastou qualquer hipótese de uso da força.
Encontro com a Otan
Ainda nesta semana, Trump se reuniu com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte. Após o encontro, o presidente afirmou que houve avanços em um entendimento envolvendo a Groenlândia e a segurança no Ártico.
Segundo a imprensa internacional, uma das propostas discutidas prevê a cessão de áreas da ilha para a instalação de bases militares norte-americanas.
Soberania é limite, diz premiê
Apesar da disposição para negociar uma cooperação mais estreita com Washington, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, foi categórico ao afirmar que a soberania do território não está em negociação.
Segundo ele, qualquer acordo deve respeitar a autonomia política da ilha. “A soberania é uma linha vermelha”, declarou o premiê, ao comentar as declarações de Trump.
A Groenlândia pertence ao Reino da Dinamarca, mas possui governo próprio e autonomia em diversas áreas, incluindo política interna e recursos naturais.
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