A Polícia Civil realiza uma operação para cumprir mandado de prisão contra o líder religioso Antonio Mukuita, suspeito de abuso sexual, na zona leste de São Paulo. A defesa nega as acusações, afirma que o processo ainda está no início e sustenta a inocência do investigado, levantando inclusive a possibilidade de perseguição religiosa.

Os advogados de Antonio Mukuita durante entrevista ao BacciNotícias
Os advogados de Antonio Mukuita durante entrevista ao BacciNotícias

Agentes do 10º Distrito Policial (Penha), na zona leste de São Paulo, deflagraram na manhã desta sexta-feira (23) uma operação para cumprir mandado de prisão contra um líder religioso suspeito de abuso sexual. O investigado foi identificado como Antonio Mukuita, conhecido como pai de santo.

Segundo a Polícia Civil, equipes realizam diligências desde as primeiras horas do dia para localizar o suspeito e efetuar a prisão. Até a última atualização, a ocorrência seguia em andamento.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que “a Polícia Civil, por meio do 10º Distrito Policial da Penha, realiza, nesta sexta-feira (23), diligências para o cumprimento de mandado de prisão contra um suspeito de abuso sexual. As equipes seguem em diligências para a localização e captura do procurado”.

Durante entrevista concedida ao BacciNotícias, os advogados de Antonio Mukuita negaram as acusações e afirmaram que o líder religioso é inocente. De acordo com a defesa, informações divulgadas anteriormente dando conta de uma condenação por crime sexual não são verdadeiras.

“O senhor Antônio é um homem inocente. Foi veiculado na imprensa que ele já teria sido condenado por crime sexual, isso é mentira”, afirmou o advogado. Segundo ele, a única prisão anterior sofrida por Mukuita foi de natureza civil, relacionada a pensão alimentícia, quando teria ficado 30 dias detido, sem qualquer ligação com crimes sexuais.

A defesa também informou que houve, no passado, uma medida protetiva, mas sem maiores consequências. Nesta sexta-feira, segundo os advogados, foi cumprido um mandado de busca e apreensão no endereço do investigado, motivado por denúncias anônimas e por um mandado de prisão expedido em um processo que tramita na cidade de Santa Isabel, no interior paulista.

“O processo está apenas começando. Ele sequer foi interrogado ainda”, destacou o advogado Euzebio Miranda, reforçando que deve prevalecer o princípio da presunção da inocência.

Questionado sobre a possibilidade de as acusações terem fundamento ou evoluírem, o defensor afirmou que, em relação às denúncias anônimas, a defesa não teve acesso ao conteúdo. Já sobre o processo em Santa Isabel, ele levantou a hipótese de perseguição religiosa. “Pode haver, sim, uma certa perseguição religiosa, tendo em vista que ele é um líder religioso reconhecido na cidade de São Paulo e em toda essa região”, disse.

Ainda segundo o advogado, o caso é incipiente e não permite previsões sobre o desfecho. “A luta da defesa é para que o senhor Antônio seja absolvido. Nós acreditamos na inocência dele e temos fortíssimos elementos para isso”, concluiu.

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