Sete anos após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encerrou oficialmente as buscas por vítimas da tragédia. Ao longo de 2.558 dias de trabalho, mais de 10 milhões de metros cúbicos de rejeitos foram vistoriados e 268 corpos localizados. Segundo a corporação, 100% da área atingida foi examinada. A operação agora segue em fase administrativa, enquanto a Polícia Civil continua os trabalhos de identificação. Duas vítimas ainda não foram encontradas.

Após sete anos da tragédia, bombeiros encerram buscas por vítimas da barragem em Brumadinho. Foto: Corpo de Bombeiros de MG
Após sete anos da tragédia, bombeiros encerram buscas por vítimas da barragem em Brumadinho. Foto: Corpo de Bombeiros de MG

Após sete anos da tragédia em Brumadinho, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais anunciou o encerramento das buscas por vítimas do rompimento da barragem da Vale, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A tragédia, que completou sete anos neste domingo (25), mobilizou a maior operação de buscas já realizada no Brasil. Ao todo, foram 2.558 dias de trabalho, mais de 10 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração analisados e 268 corpos localizados.

Segundo os bombeiros, 100% dos rejeitos despejados na área do desastre foram examinados. A previsão é que todos os equipamentos utilizados durante a operação sejam recolhidos até a primeira quinzena de fevereiro. Mais de 5 mil militares participaram da missão ao longo dos anos, com apoio de corporações de outros estados, 31 aeronaves, mais de 1.600 horas de voo, 68 cães de busca e cerca de 120 máquinas.

Apesar do encerramento da fase operacional, os trabalhos não foram totalmente concluídos. A Polícia Civil segue responsável pela análise e identificação de segmentos humanos ainda não examinados. A última vítima localizada e identificada foi Maria de Lurdes da Costa Bueno, de 59 anos, em fevereiro de 2025.

Após sete anos da tragédia, dois permanecem desaparecidos:

Duas pessoas permanecem desaparecidas: o engenheiro mecânico Tiago Tadeu Mendes da Silva e a estagiária Nathália de Oliveira Porto Araújo. Nathália tinha 25 anos, trabalhava havia quatro meses na Vale e deixou dois filhos pequenos. Tiago havia sido transferido para Brumadinho cerca de 20 dias antes do rompimento da barragem e deixou a esposa e dois filhos, sendo o caçula com apenas oito meses à época.

A lama percorreu cerca de 290 hectares, atingindo áreas da mineradora, imóveis, plantações e o Rio Paraopeba. Ao longo dos anos, as estratégias de buscas foram adaptadas, passando de tentativas de resgate de sobreviventes para o uso de estações de peneiramento de rejeitos, na oitava e última fase da operação.

Para o Corpo de Bombeiros, o encerramento das buscas representa o cumprimento de um compromisso com as vítimas e com a população mineira. Familiares, no entanto, seguem cobrando justiça e responsabilização pelos danos humanos e ambientais causados pela tragédia.

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