Caixões e outros itens funerários foram descartados de forma irregular em uma área próxima à estação de tratamento de água da Sabesp, em Itararé, no interior de São Paulo. A situação foi registrada por moradores e gerou preocupação por envolver uma região sensível do ponto de vista ambiental e sanitário. A prefeitura afirmou que não compactua com o descarte irregular, abriu uma sindicância para apurar o caso e informou que, se confirmadas irregularidades, medidas legais e administrativas serão adotadas.
Caixões são retirados de cemitério e descartados de forma irregular em uma área próxima à estação de tratamento de água da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), em Itararé, no interior de São Paulo. O caso veio à tona após moradores da região registrarem imagens do material abandonado e divulgarem os vídeos nas redes sociais.
Nas imagens, é possível ver caixões deteriorados deixados ao ar livre, além de peças de roupas possivelmente utilizadas durante sepultamentos. Segundo o morador, no local também aparecem restos de poda e corte de árvores, misturados aos itens funerários, o que reforça o cenário de descarte inadequado.
Em nota, a Prefeitura de Itararé informou que abriu uma sindicância para investigar possíveis irregularidades no descarte do material. Segundo a administração municipal, o local onde os itens foram deixados é totalmente irregular e não atende às normas sanitárias, ambientais e contratuais exigidas para esse tipo de procedimento.
Ainda de acordo com o município, os descartes resultantes de exumações normalmente são realizados por empresas terceirizadas, seguindo regras específicas. Caso a investigação confirme alguma irregularidade, a prefeitura afirma que irá adotar todas as providências legais e administrativas cabíveis.
O executivo municipal não esclareceu se fará a retirada imediata dos materiais descartados no local. A reportagem também entrou em contato com a Sabesp para comentar a situação, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.
O caso gerou preocupação entre moradores, principalmente pelo fato de o descarte ter ocorrido próximo a uma estação de tratamento de água, o que pode representar riscos ambientais e à saúde pública.
