O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpre nesta quarta-feira (28) sua primeira agenda internacional de 2026. Em visita oficial ao Panamá, o chefe de Estado brasileiro participa de compromissos que buscam fortalecer a integração da América Latina e Caribe, além de preparar o terreno para um diálogo direto com o governo dos Estados Unidos.

Lula durante chegada ao Aeroporto Panamá Pacífico - Ricardo Stuckert/ PR
Lula durante chegada ao Aeroporto Panamá Pacífico - Ricardo Stuckert/ PR

A agenda de Lula no Panamá começou oficialmente nesta quarta-feira (28) com foco total em cooperação econômica e diplomacia regional. Em sua primeira viagem internacional de 2026, o presidente brasileiro participa da abertura do Fórum do CAF e prepara o terreno para diálogos estratégicos com líderes globais, incluindo o presidente eleito do Chile e o americano Donald Trump.

Participação no “Davos Latino-Americano”

O ponto central da agenda de Lula no Panamá é o Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe, organizado pelo CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina). O evento, que ocorre na Cidade do Panamá, reúne mais de 2.500 líderes globais e vencedores do Prêmio Nobel de Economia.

Lula participa da sessão de abertura ao lado de líderes da Colômbia, Bolívia e Equador. O objetivo é debater o crescimento econômico e a competitividade da região em um cenário global instável. Além disso, o presidente brasileiro será condecorado com a Ordem Manuel Amador Guerrero, a mais alta honraria diplomática do Panamá.

Agenda de Lula no Panamá: presidente é recebido ao desembarcar

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante chegada ao Aeroporto Panamá Pacífico- Ricardo Stuckert/ PR

Reunião com Donald Trump e relação com o Chile

Um dos temas mais buscados sobre a viagem é a relação com a Casa Branca. Na chegada ao país, Lula confirmou que pretende se reunir com Donald Trump no início de março, em Washington. “Brasil e EUA são as duas principais democracias do Ocidente. É importante conversarmos olho no olho”, afirmou o presidente.

Ainda no campo diplomático, Lula se reuniu na terça-feira (27) com o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast. Apesar das divergências ideológicas, o encontro foi classificado como “pragmático”, focando em segurança pública, energia renovável e combate ao crime organizado.

Posicionamento sobre a Venezuela

Questionado sobre a crise na Venezuela, Lula manteve uma postura cautelosa. O presidente afirmou que a solução deve partir do próprio povo venezuelano e disse esperar que a presidente interina, Delcy Rodríguez, consiga conduzir o processo de estabilização do país. “Temos que ter paciência. Não será o Brasil nem os EUA que encontrarão a solução”, concluiu.

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