Uma participante do BBB 26 passou a ser alvo de uma investigação policial após ser acusada de intolerância religiosa por uma fala dentro da casa mais vigiada do Brasil.
Uma participante do BBB 26 passou a ser alvo de uma investigação policial após ser acusada de intolerância religiosa por uma fala dentro da casa mais vigiada do Brasil.
O episódio que originou o caso ocorreu durante a primeira Prova do Líder da temporada, realizada em 13 de janeiro. Após deixar a disputa de resistência, Milena Lages se dirigiu à colega Sol Vega e usou a expressão “bruxa velha” ao comentar sua eliminação. A fala foi transmitida ao vivo no programa e repercutiu fora da casa.

Reprodução / Divulgação (TV Globo / GShow)
O que é intolerância religiosa
A intolerância religiosa é entendida como crime com base no artigo 20 da Lei nº 7.716/1989, que trata de casos resultantes de preconceito envolvendo religião, entre outros fatores. O artigo estabelecido pela lei de racismo tipifica o crime de praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional e tem como pena reclusão de um a três anos e multa, podendo aumentar para dois a cinco anos se cometido por meios de comunicação.
Boletim de ocorrência
A denúncia foi formalizada por meio de Boletim de Ocorrência registrado por Og Sperle, representante da União Wicca do Brasil e de conselhos ligados à promoção da liberdade religiosa. Segundo os denunciantes, o uso pejorativo do termo “bruxa” atinge a bruxaria – uma religião reconhecida e protegida no Brasil – e por isso há fundamento para a investigação.
Entidades envolvidas e repercussão
No registro constam como partes afetadas no caso não apenas a União Wicca do Brasil, mas também o Conselho Estadual de Defesa e Promoção da Liberdade Religiosa e o Conselho Municipal pela Liberdade Religiosa. Para essas entidades, a fala reforça estigmas históricos e pode incentivar discriminações.
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