O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central definiu, nesta terça e quarta-feira (27 e 28) que a taxa básica de juros, a Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), seguirá em 15% ao ano.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central definiu, nesta terça e quarta-feira (27 e 28) que a taxa básica de juros, a Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), seguirá em 15% ao ano.
Segundo o comitê, a decisão “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”. A taxa mantém as métricas alcançadas em junho pela sexta reunião seguida.
“O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, escreveu o Copom ao divulgar a decisão.
A última vez que a taxa de juros superou os patamares atuais aconteceram há cerca de 20 anos, em maio de 2006, quando esteve em 15,25%, durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Atual cenário econômico
Desta forma, o Banco Central prevê um início de ciclo de cortes a partir da próxima reunião, marcada para março.
Nesta segunda-feira (27), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), utilizado para medir a prévia de inflação, que fechou janeiro em 0,20%.
A inflação real calculada pelo IBGE para o mês de janeiro será divulgada no dia 10 de fevereiro. O IPCA de dezembro, divulgado este mês, fechou em 0,33%, encerrando o ano de 2025 com acumulado de 4,26%, abaixo dos 4,83% registrados no ano anterior.
Segundo o Relatório Focus divulgado na última segunda-feira (26), a expectativa é de que o IPCA de 2026 feche em 4%, enquanto a Selic deve encerrar o ano em 12,25% a.a.
