Considerado um símbolo popular no Brasil, o vira-lata caramelo passou a ser reconhecido oficialmente como expressão de relevante interesse cultural no estado de São Paulo. A lei foi sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e publicada no Diário Oficial no último dia 22.

Vira-lata caramelo é reconhecido como símbolo cultural e da causa animal em São Paulo. Foto: Freepik.
Vira-lata caramelo é reconhecido como símbolo cultural e da causa animal em São Paulo. Foto: Freepik.

Considerado um símbolo popular no Brasil, o vira-lata caramelo passou a ser reconhecido oficialmente como expressão de relevante interesse cultural no estado de São Paulo. A lei foi sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e publicada no Diário Oficial no último dia 22.

O projeto é de autoria do deputado estadual Rafael Saraiva (União Brasil) e foi aprovado pela Assembleia Legislativa no dia 16. A proposta tem como objetivo ampliar a visibilidade da causa animal, especialmente em relação aos cães sem raça definida, que representam a maioria dos animais abandonados no país.

Segundo o governo estadual, o reconhecimento simbólico busca reforçar a importância do respeito e da proteção aos animais. Em nota, o governador afirmou que cuidar de animais é um exercício de humanidade e destacou o vínculo afetivo criado entre pessoas e pets, especialmente os resgatados ou adotados.

Visibilidade para cães sem raça definida

Para o autor da proposta, transformar o vira-lata caramelo em patrimônio cultural ajuda a chamar atenção para um problema estrutural. Dados de entidades de proteção animal indicam que cães sem raça definida são os que mais sofrem com abandono, maus-tratos e menores taxas de adoção, em comparação com animais de raça.

“O abandono tem rosto, e esse rosto é caramelo. Ao reconhecer esse símbolo, damos visibilidade a milhões de animais que ainda são invisibilizados”, afirmou Rafael Saraiva. Segundo o parlamentar, a lei também pode abrir caminho para o fortalecimento de políticas públicas voltadas à adoção responsável, castração e combate aos maus-tratos.

Embora a medida não crie obrigações diretas ou novos programas automaticamente, especialistas avaliam que o reconhecimento cultural pode servir como base para campanhas educativas e ações institucionais em defesa do bem-estar animal.

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