Eduardo e Flávio Bolsonaro defenderam os Acordos de Isaac durante visita a Israel. Flávio afirmou que pretende assinar a iniciativa em 2027, caso vença as eleições presidenciais, reforçando a aproximação diplomática com o país.
Os Acordos de Isaac se tornaram ponto central dos irmãos Eduardo Bolsonaro (PL), ex-deputado federal por São Paulo, e Flávio Bolsonaro (PL), senador pelo Rio de Janeiro, desde a visita a Israel, nesta semana, a convite do governo local, onde representaram o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pela aliança e proximidade diplomática com o país judeu.
Os brasileiros foram até Jerusalém, onde participaram de encontro com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O parlamentar inclusive discursou na Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, na terça-feira (27), e projetou uma união das nações na “linha de frente contra a barbárie”.
“O Brasil não pode se calar, precisa escolher um lado nesta luta global. Israel se posiciona na linha de frente contra a barbárie. Brasil precisa estar com Israel, com a população judaica e democracias que enfrentam o terrorismo sem desculpas. A história está assistindo, e ela não perdoa quem permanece calado. O próximo presidente do Brasil não será persona non grata em Israel”, disse durante o discurso.

Eduardo e Flávio Bolsonaro estiveram em Israel (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Acordos de Isaac
Durante o ato, Flávio prometeu assinar os Acordos de Isaac, em janeiro de 2027, imediatamente após vencer Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas corridas presidenciais de outubro deste ano, rumo à Presidência da República.
A iniciativa diplomática é recente, anunciada em 2025, com o objetivo de fortalecer os laços entre Israel e países da América Latina, inspirada nos “Acordos de Abraão”, de 2020. O nome faz alusão a Isaque, um dos três principais patriarcas do Judaísmo, e filho de Abraão, que inspirou a união de Israel com países árabes, como Marrocos, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

Javier Milei recebeu Prêmio Genesis em 2025 (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Aproximação entre América Latina e Israel
Os Acordos de Isaac foram uma iniciativa apresentada ao mundo pela organização filantrópica The Genesis Prize Foundation (GPF), logo após a entrega do Prêmio Genesis, conhecido como Nobel Judaico, ao presidente da Argentina, Javier Milei, “por seu incontestável apoio a Israel durante um de seus maiores momento de dificuldade desde a fundação do Estado Judeu”.
Em levantamento realizado pela organização, Argentina, Equador e Paraguai foram os únicos dos 20 países de América Latina a consideraram Hamas e Hezbollah como organizações terroristas. O Brasil, por sua vez, foi uma das nações a responder negativamente para o levantamento.
