A postura gerou críticas de parte de sua base de fãs, especialmente por sua trajetória ligada a pautas do público negro, feminino e LGBT+
Nicki Minaj movimentou a internet ao marcar presença no evento de lançamento de um novo programa do governo de Donald Trump, realizado nesta quarta-feira (28), nos Estados Unidos. Durante o encontro, a rapper declarou apoio público ao presidente, atitude que rapidamente repercutiu entre fãs e críticos nas redes sociais.
Em discurso feito durante a Cúpula das Contas Trump, organizada pelo Departamento do Tesouro, Nicki afirmou ser “a fã número um” de Trump. A declaração provocou uma onda de reações negativas, especialmente entre seguidores que destacam a forte ligação da carreira da artista com pautas do público negro, feminino e LGBT+.
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Muitos internautas afirmaram ter deixado de segui-la ou bloqueado seus perfis nas plataformas digitais. A cantora também publicou um vídeo na rede social X (antigo Twitter) ao lado do presidente.
Rainha do rap e Cartão Gold
Nas imagens, Trump se refere a Nicki como a “rainha do rap”, enquanto ela responde dizendo estar com “o melhor presidente de todos os tempos”. Além do vídeo, os dois apareceram juntos em diversas fotos divulgadas nas redes.
Outro ponto que chamou atenção foi a revelação feita pela própria Nicki Minaj de que teria recebido um “Cartão Gold Trump”, documento que, segundo ela, facilitaria o processo de cidadania norte-americana. A rapper nasceu em Trinidad e Tobago e se mudou para os Estados Unidos ainda na infância. Ela afirmou que a documentação está em fase final.
A manifestação de apoio acontece em meio a polêmicas recentes envolvendo o nome da artista. Petições online que pediam sua deportação chegaram a ultrapassar 120 mil assinaturas. A mobilização ganhou força após a participação de Nicki Minaj no AmericaFest, evento político promovido pela Turning Point USA, organização conhecida por seu alinhamento com apoiadores de Donald Trump.

Cartão Gold (Reprodução/Redes Sociais)
Participação em eventos políticos
O apoio político de Nicki Minaj a Donald Trump não é um episódio isolado. Nos últimos meses, a rapper já vinha demonstrando alinhamento com o presidente dos Estados Unidos, o que tem ampliado o debate em torno de suas posições políticas e provocado reações intensas nas redes sociais.
Em dezembro, Nicki participou de um evento promovido pela Turning Point USA, organização sem fins lucrativos cofundada por Charlie Kirk e conhecida por sua atuação junto ao público conservador.
Durante o encontro, a artista subiu ao palco ao lado de Erika Kirk, esposa do ativista, e fez declarações elogiosas à gestão de Trump e ao então vice-presidente J.D. Vance. Na ocasião, afirmou se sentir orgulhosa da administração e destacou características pessoais dos líderes, em comentários que também abordaram temas como gênero e política de forma considerada polarizadora.
Debate sobre posicionamento político da rapper
As manifestações políticas da cantora reacenderam discussões entre seus fãs, que formam uma base historicamente diversa e majoritariamente progressista. Parte do público demonstrou frustração, lembrando episódios do passado de Trump envolvendo falas vistas como racistas e misóginas, além de políticas migratórias rígidas que impactaram comunidades imigrantes, incluindo a caribenha, da qual Nicki Minaj faz parte, já que nasceu em Trinidad e Tobago.
Por outro lado, alguns admiradores saíram em defesa da artista, argumentando que ela tem o direito de expressar livremente suas convicções políticas, independentemente de expectativas criadas por sua imagem pública ou trajetória musical.
Quem é Nicki Minaj?
Nicki Minaj, nome artístico de Onika Tanya Maraj-Petty, nasceu em 8 de dezembro de 1982, em Trinidad e Tobago, e se consolidou como uma das maiores artistas da história do hip-hop. Criada no bairro do Queens, em Nova York, a rapper construiu uma carreira marcada pela versatilidade, inovação e impacto cultural, sendo amplamente reconhecida pelo título de “Rainha do Rap”.
Nicki se mudou para os Estados Unidos ainda na infância e começou a ganhar notoriedade no final dos anos 2000, com o lançamento de mixtapes que circularam fortemente na cena underground entre 2007 e 2009. O talento chamou a atenção da Young Money Entertainment, selo responsável por impulsionar sua carreira para o mainstream.
O álbum de estreia Pink Friday, lançado em 2010, marcou sua entrada definitiva no cenário mundial, alcançando o topo da Billboard 200 e conquistando certificação de platina. Ao longo dos anos, Nicki emplacou uma série de sucessos internacionais, como “Super Bass”, “Starships”, “Anaconda” e “Chun-Li”, consolidando sua presença constante nas paradas musicais.
Vida profissional e pessoal
Conhecida por sua estética ousada, perucas coloridas e figurinos extravagantes, Nicki Minaj também se destaca pela velocidade e técnica no rap, além do uso criativo de alter egos. Seu impacto é histórico: ela se tornou a primeira mulher a alcançar 100 entradas na Billboard Hot 100, quebrando recordes e abrindo caminho para novas gerações de artistas femininas no gênero.
Na vida pessoal, Nicki se casou com Kenneth Petty em 2019 e se tornou mãe em 2020. Nos anos recentes, especialmente entre 2025 e 2026, a artista passou a chamar atenção também por seu reposicionamento em debates sociais e políticos nos Estados Unidos, tema que gerou ampla repercussão na mídia e entre fãs.
Com 12 indicações ao Grammy até 2026 e uma carreira marcada por números expressivos, Nicki Minaj segue como uma das figuras mais influentes do hip-hop global, mantendo relevância tanto na música quanto no debate cultural contemporâneo.
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