A busca por emagrecimento rápido e baixo custo tem levado milhares de brasileiros a recorrer às chamadas canetas emagrecedoras ilegais, principalmente adquiridas no Paraguai. No entanto, especialistas alertam que esse atalho pode representar um grave risco à saúde, com consequências potencialmente fatais.

Foto: Reprodução
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A busca por emagrecimento rápido e baixo custo tem levado milhares de brasileiros a recorrer às chamadas canetas emagrecedoras ilegais, principalmente adquiridas no Paraguai. No entanto, especialistas alertam que esse atalho pode representar um grave risco à saúde, com consequências potencialmente fatais.

A médica Mariana Vilela, especialista em emagrecimento e saúde metabólica, afirma que o uso dessas substâncias sem controle médico já se tornou um problema de saúde pública. Segundo ela, hospitais e unidades de pronto atendimento registram aumento de complicações graves, incluindo internações em UTI e até mortes associadas ao uso desses produtos.

De acordo com a especialista, além do risco de contaminação e reações adversas, muitas pessoas perdem peso de forma prejudicial, sacrificando massa muscular, o que compromete a saúde e reduz a longevidade. A perda muscular, conhecida como sarcopenia, pode causar fraqueza, queda da imunidade e maior risco de doenças.

Um dos principais fatores para o avanço desse mercado ilegal é a diferença na regulamentação entre Brasil e Paraguai. Enquanto a Anvisa exige prescrição médica para medicamentos de alto risco, no país vizinho o controle é considerado mais flexível, permitindo a venda de substâncias perigosas sem receita, incluindo hormônios veterinários.

Além dos riscos, eficácia também é comprometida

A médica também alerta para a falta de garantia de procedência desses produtos. As substâncias podem ser produzidas sem controle sanitário, transportadas em condições precárias e armazenadas de forma inadequada, comprometendo segurança e eficácia. Além disso, o mercado clandestino movimenta milhões, e apenas uma pequena parte dos medicamentos falsificados é apreendida.

Diante desse cenário, a especialista reforça que não existe atalho seguro para emagrecer. O uso de medicamentos para emagrecimento deve ser feito somente com acompanhamento médico, prescrição adequada e compra em farmácias regulamentadas. Clínicas não podem vender medicamentos, e qualquer tratamento deve fazer parte de um plano de saúde estruturado.

A recomendação final é clara: emagrecer com saúde exige orientação profissional, mudança de hábitos e responsabilidade. Buscar soluções rápidas e ilegais pode colocar a vida em risco.

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