Em uma recente análise sobre um dos casos mais emblemáticos da música urbana brasileira, o especialista em segurança e ex-delegado Jorge Lordello trouxe novas perspectivas sobre a morte de MC Daleste. O artista, que estava no auge de sua carreira e era considerado uma promessa que “iria estourar”, foi assassinado durante um show em 2013, em um caso que permanece sem solução pela polícia.
Em uma recente análise sobre um dos casos que abalou o mundo artístico brasileiro, o especialista em segurança e ex-delegado Jorge Lordello trouxe novas perspectivas sobre a morte de MC Daleste. O artista, que estava no auge de sua carreira e era considerado uma promessa, quando foi assassinado durante um show em 2013, em um caso que permanece sem solução pela polícia.
‘Lei do silêncio’ e ausência de provas
Segundo Lordello, que acompanhou o caso de perto e realizou matérias especiais sobre o tema, uma série de fatores contribuiu para que o crime nunca fosse esclarecido. Entre os principais obstáculos, o especialista destaca a ausência de câmeras de segurança no local e o fato de o disparo ter sido efetuado a longa distância.
Lordello enfatiza que a “lei do silêncio” impera na região: “Se alguém sabe de alguma coisa, não vai falar nada”. Sem denúncias que permitam levantar provas ou imputar o crime a alguém, o caso é tratado como uma morte não esclarecida, sem possibilidade de reabertura no momento.
‘Galo em terreno alheio’
Ao analisar o perfil do cantor e as circunstâncias do crime, Lordello utilizou um ditado popular para ilustrar sua principal suspeita: “Galo em terreno alheio é galinha”. O especialista pondera que Daleste, sendo um jovem galã e de sucesso, teria supostamente flertado com mulheres durante sua passagem pelo local do show.
Para o ex-delegado, essa atitude pode ter sido fatal: “Se ele cantou a mulher de um faccionado, ele ia morrer”. Lordello sugere que o crime pode ter sido uma retaliação de membros de facções criminosas, executada por alguém com grande perícia técnica. “Pegaram um cara bom de tiro, o cara dá um tiro que ninguém viu”, afirmou o especialista, destacando a precisão do atirador.
Investigação policial
Apesar das críticas comuns sobre a impunidade, Lordello defende que a falta de conclusão não deve ser automaticamente atribuída à incompetência policial. Ele argumenta que, em certos crimes, o criminoso conta com a “sorte” de não deixar rastros ou testemunhas. No caso de Daleste, o barulho do ambiente e a distância do atirador tornaram quase impossível a identificação imediata do autor.
O caso de MC Daleste continua a ser um símbolo dos desafios enfrentados pela perícia e investigação criminal em áreas dominadas pelo medo e pela falta de vigilância tecnológica.
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