Vinícius da Silva dos Reis, de 15 anos, portador de deficiência neurológica, está desaparecido desde 11 de dezembro no Capão Redondo. Dias antes, ele pediu internação para se afastar das drogas, mas teve o pedido negado em consulta médica. A família teme uma crise neurológica, já que o adolescente faz uso de medicação controlada e apresentava episódios de desassociação. Um possível avistamento foi relatado, mas não confirmado.

Adolescente com deficiência neurológica desaparece e família pede ajuda ao BacciNotícias

A família de Vinícius da Silva dos Reis, de 15 anos, vive dias de angústia desde o desaparecimento do adolescente, ocorrido na noite do dia 11 de dezembro de 2025, no Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo. Portador de deficiência neurológica, Vinícius mora com a avó, Anaide de Jesus, que detém sua guarda legal.

Segundo os familiares, o comportamento do adolescente nos dias que antecederam o desaparecimento era considerado normal, sem sinais evidentes de alerta. No entanto, naquela mesma semana, Vinícius manifestou à família o desejo de ser internado, afirmando que queria se afastar do uso de drogas. Diante disso, os responsáveis o levaram a uma consulta médica no próprio dia 11 de dezembro. Na ocasião, o médico negou o pedido de internação.

A rotina do jovem incluía saídas frequentes sozinho durante o dia, com retorno garantido para casa. Eventualmente, ele também saía à noite, mas sempre voltava durante a madrugada ou na manhã seguinte. Conforme relatam os familiares, Vinícius nunca havia ficado fora de casa por mais de 24 horas.

Após o desaparecimento, amigos e parentes iniciaram buscas em hospitais, prontos-socorros e no Instituto Médico Legal (IML), sem sucesso. O caso foi registrado na 47ª Delegacia de Polícia, no Capão Redondo.

Adolescente teria sido visto perto de casa

A família recebeu apenas um possível relato sobre o paradeiro do adolescente. Um conhecido informou que acredita ter visto Vinícius a cerca de dez minutos a pé da residência, mas não conseguiu confirmar a identidade. Segundo esse relato, o jovem aparentava estar muito sujo, com comportamento estranho e modo de andar diferente.

Vinícius faz uso contínuo de medicações controladas, como Cloepromazina, Topiramato e Fluvoxamina. Além disso, a avó relata que ele utilizava a droga sintética K2 e desconhece o uso de outras substâncias.

Diante do histórico clínico, a família teme que o adolescente tenha sofrido algum episódio neurológico. A avó afirma que Vinícius apresentava episódios frequentes de desassociação, nos quais se confundia, esquecia informações básicas e, em alguns momentos, se desorientava. Por isso, a principal suspeita é de que ele possa não se lembrar do caminho de volta para casa.

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