Uma selfie registrada por uma turista pouco antes de ser atacada por um leopardo-das-neves passou a circular nas redes sociais e causou repercussão internacional. A imagem mostra o felino ao fundo, a cerca de três metros da mulher, sem que ela percebesse o perigo. O ataque ocorreu em janeiro, no Geoparque Global da Unesco de Keketuohai, na China. A vítima sobreviveu e permanece em condição estável.
Uma selfie registrada por uma turista momentos antes de ser atacada por um leopardo-das-neves passou a circular nas redes sociais e chamou a atenção de internautas nesta semana. A imagem foi feita no Geoparque Global da Unesco de Keketuohai, em Funyun, na China, e mostra o felino ao fundo, a poucos metros da mulher, sem que ela percebesse a aproximação do animal.
De acordo com o jornal britânico Telegraph, a distância entre a turista e o leopardo seria de cerca de três metros no momento da foto. A mulher havia saído para esquiar quando decidiu registrar a imagem, que acabou se tornando o último registro antes do ataque.
O caso ocorreu no dia 23 de janeiro. Imagens gravadas por testemunhas mostram o animal imobilizando a vítima na neve até a intervenção de um instrutor de esqui, que conseguiu afastar o felino com o uso de bastões.
A turista foi socorrida e encaminhada a um hospital da região, onde permanece em condição estável. Segundo as autoridades, o uso de capacete contribuiu para evitar ferimentos mais graves durante o ataque.

Foto de turista com Leopardo. Foto: Reprodução/X
Um dia antes do episódio, hóspedes e funcionários de um hotel próximo já haviam relatado o avistamento de um leopardo-das-neves na área, possivelmente em busca de alimento. O proprietário do estabelecimento afirmou que não há confirmação de que se trate do mesmo animal envolvido no incidente.
Mais detalhes do ataque do leopardo
Autoridades locais informaram que alertas vinham sendo emitidos a moradores e visitantes sobre a presença do felino no Vale das Gemas, região onde o ataque ocorreu. Entre as orientações estavam evitar circular sozinho, não sair dos veículos e não tentar fotografar animais silvestres.
Segundo a organização Snow Leopard Trust, cerca de 60% da população mundial de leopardos-das-neves vive na China. A espécie é classificada como vulnerável e está presente em 12 países da Ásia Central, incluindo Índia e Mongólia.
Apesar da repercussão do caso, especialistas destacam que ataques a humanos são considerados raros. O biólogo e ambientalista George Schaller, referência nos estudos sobre o animal, já afirmou que não há registros conhecidos de mortes provocadas por leopardos-das-neves.
Leia mais no BacciNotícias:
