A influenciadora Thayane Smith apresentou sua versão sobre os acontecimentos registrados durante a trilha no Pico Paraná, episódio que ganhou repercussão nacional após o desaparecimento de Roberto Farias Thomaz. Em vídeos publicados nas redes sociais, ela descreveu conflitos de convivência, frustrações pessoais e decisões tomadas durante a descida da montanha, mas nega ter abandonado o companheiro de trilha.
A influenciadora Thayane Smith apresentou sua versão sobre os acontecimentos registrados durante a trilha no Pico Paraná, episódio que ganhou repercussão nacional após o desaparecimento de Roberto Farias Thomaz. Em vídeos publicados nas redes sociais, ela descreveu conflitos de convivência, frustrações pessoais e decisões tomadas durante a descida da montanha, mas nega ter abandonado o companheiro de trilha.
Segundo Thayane, havia um interesse romântico na atividade com Roberto.
“Não foi à toa que eu levei um pacote de oito camisinhas”, declarou.
Segundo Thayane, a subida ocorreu no dia 31 de dezembro de 2025, com o objetivo de assistir ao nascer do sol no ponto mais alto do Sul do país. Ainda no percurso inicial, ela afirma que a experiência passou a ser marcada por desconfortos físicos, cansaço e dificuldades na interação com Roberto.
Convivência difícil durante a trilha
De acordo com o relato, o clima entre os dois se deteriorou ainda na subida. Thayane afirma que sentiu falta de organização e liderança por parte do parceiro, além de incômodo com conversas constantes durante momentos de descanso. Ela também mencionou que, enquanto lidava com sede, fome e exaustão, Roberto cantava músicas do filme “Rei Leão” durante o trajeto, o que teria contribuído para o desgaste emocional.
“Ele ficava cantando ‘Hakuna Matata”, reclamou.
Já na barraca, onde passaram a noite para se proteger do frio, a influenciadora diz que pediu silêncio para conseguir dormir, mas continuou incomodada com a postura do companheiro. Apesar disso, ela afirma que não houve qualquer tipo de violência ou assédio, ressaltando que limites foram estabelecidos e respeitados.
Separação na descida da montanha
Na manhã do dia 1º de janeiro, durante a descida, os dois teriam se separado em um trecho da trilha. Thayane afirma que seguiu o caminho sinalizado, enquanto Roberto teria tomado outra direção. Segundo ela, ao perceber a ausência do parceiro, aguardou por mais de uma hora em um ponto conhecido como A1, chegou a dormir no local e tentou procurá-lo com o apoio de outros trilheiros.
A influenciadora relata que deixou objetos como referência no percurso e que, ao constatar que estava sem água e comida, decidiu descer para buscar ajuda, alegando que permanecer na mata poderia colocar sua própria segurança em risco.
Acusações e repercussão do caso
Desde que o episódio veio a público, Thayane passou a ser alvo de críticas e acusações de abandono nas redes sociais. Ela nega essa versão e afirma que tomou decisões baseadas em sua sobrevivência e nas informações que tinha naquele momento.
O caso foi analisado pelo Ministério Público do Paraná, que concluiu que houve omissão de socorro. O entendimento do órgão é que Thayane teria seguido seu caminho mesmo ciente das limitações físicas de Roberto e sem acionar ajuda de forma adequada.
Entenda o caso
Roberto Farias Thomaz ficou cinco dias desaparecido após se perder durante a descida do Pico Paraná. Ele foi encontrado com vida depois de seguir o curso de um rio e chegar a uma fazenda da região. O episódio mobilizou equipes de resgate e gerou amplo debate nas redes sociais.
Com base nos depoimentos, nos alertas de outros montanhistas e na análise da conduta durante o trajeto, o Ministério Público denunciou Thayane pelo crime de omissão de socorro, previsto no artigo 135 do Código Penal. O órgão propôs medidas como indenização à vítima, ressarcimento aos custos do resgate e prestação de serviços comunitários. O caso foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal, após divergência com a Polícia Civil, que havia se manifestado inicialmente pelo arquivamento do inquérito.
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