A alopecia androgenética é uma condição genética e hormonal que causa afinamento progressivo e queda de cabelo, afetando homens e mulheres de formas distintas. O tratamento não recupera fios perdidos, mas pode frear a evolução da doença e preservar o cabelo existente, desde que iniciado precocemente e mantido de forma contínua. Especialistas alertam que procedimentos como transplante capilar são complementares e não substituem o acompanhamento médico permanente.
A alopecia androgenética é um tipo de queda de cabelo de origem genética e hormonal. Segundo especialistas, a predisposição genética faz com que alguns fios respondam de forma inadequada a um hormônio derivado da testosterona, provocando afinamento progressivo dos fios e perda capilar ao longo do tempo.
O tratamento não reverte os cabelos já perdidos, mas pode preservar os fios restantes e retardar a progressão da queda. De acordo com o Dr. Elson Viana, o manejo da doença inclui medicamentos que bloqueiam a ação hormonal responsável pelo afinamento e produtos que estimulam o crescimento do fio, prolongando sua fase de desenvolvimento.
“O tratamento é contínuo e deve ser mantido durante a vida, pois a alopecia androgenética não tem cura. Quanto mais cedo o paciente iniciar a terapia, maiores são as chances de conservar o cabelo que ainda possui”, explicou o especialista. A prevenção e o cuidado precoce são fundamentais para evitar perda capilar irreversível e garantir melhores resultados no tratamento da alopecia androgenética.
Principais sintomas da alopecia androgenética
A alopecia androgenética é caracterizada por queda progressiva de cabelo e afinamento dos fios. Entre os sinais mais comuns estão:
Fios mais finos e frágeis;
Cabelo ralo, com menor densidade no couro cabeludo;
Perda de cabelo concentrada no topo da cabeça;
Recuo da linha capilar, formando entradas;
Redução de volume na região frontal e no vértice, especialmente em homens.
A queda capilar geralmente tem início após a puberdade e progride lentamente ao longo dos anos. É importante notar que homens e mulheres apresentam padrões diferentes de evolução da doença, sendo o acompanhamento precoce essencial para reduzir os efeitos da alopecia androgenética.
Transplante capilar é complementar, não cura alopecia androgenética
O dermatologista Elson Viana reforçou que o transplante capilar pode ser uma opção dentro do tratamento da alopecia androgenética, mas não resolve a causa da queda de cabelo. Segundo ele, o procedimento serve para restaurar áreas onde os fios já foram perdidos, devolvendo volume e estética, mas não substitui o tratamento medicamentoso contínuo necessário para controlar a progressão da doença.
“O paciente ele vai precisar fazer tratamento medicamentoso para controlar a doença e o transplante capilar vai reparar, colocar onde não tem mais”, esclareceu.
Cantora Maiara revela que tem alopécia androgenética
A cantora Maiara, da dupla com Maraisa, surpreendeu os fãs ao mostrar seu cabelo natural, mais curto e fino do que os fios que exibe em palcos e eventos com perucas. A artista explicou os motivos por trás da mudança e compartilhou detalhes de sua jornada capilar.
Maiara revelou que enfrentou alopécia androgenética, condição que provoca queda dos fios, além dos efeitos do uso prolongado de megahair. Esses fatores contribuíram para falhas e afinamento do cabelo natural.

Maiara revela que tem a alopecia androgenética (Reprodução/Redes Sociais)
Para tratar os fios e permitir a recuperação, a cantora passou a utilizar ‘laces’, perucas sofisticadas que garantem estilo e proteção, permitindo que seu cabelo natural se recupere gradualmente e ganhe força novamente. Essa experiência mostra a importância de cuidados capilares e opções como perucas para quem enfrenta problemas de queda ou fragilidade dos fios. disse a artista.
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