Em entrevista ao BacciNotícias, Kim Kataguiri faz um balanço de sua trajetória e critica o fisiologismo do Congresso. Ele afirma que os deputados priorizam emendas e regalias em vez de reformas orçamentárias e reafirma seu compromisso com o enfrentamento ao sistema.
Eleito como um dos deputados mais jovens da história, Kim Kataguiri acumulou experiência suficiente para entender as engrenagens de Brasília. Em entrevista exclusiva ao repórter Lucas Tadeu, do BacciNotícias, ele revelou que seu maior choque de realidade foi perceber que o debate de ideias é quase inexistente na Câmara.
Para Kim, a maior parte do Parlamento funciona como um balcão de negócios orçamentários. Ele lamenta que as pautas ideológicas e os projetos de longo prazo sejam frequentemente substituídos pela proteção de benefícios e regalias que sangram os cofres públicos.
“A maioria dos deputados não se elege por pautas ideológicas. Eles não se elegem com base naquilo em que acreditam. Não há defesa de ideias. Temos um Parlamento mais preocupado em discutir emendas orçamentárias e interessado em proteger regalias.”
O deputado destacou que o país caminha para um colapso orçamentário porque o Congresso se recusa a discutir a desvinculação de despesas obrigatórias e a revisão de benefícios. Ele afirma que o sistema é desenhado para manter o status quo, punindo quem tenta propor austeridade real.
“Se algo ficou claro com o tempo, é que enfrentar privilégios desde o primeiro dia foi a decisão certa. A diferença hoje é que eu tenho ainda mais clareza de que, sem confronto direto com esse sistema, nada muda.”
Kim concluiu dizendo que não mudaria sua postura combativa do início de carreira. Para ele, o tempo apenas provou que o “confronto direto” é a única ferramenta capaz de expor as contradições de um sistema que prioriza a elite política em detrimento do cidadão pagador de impostos.
Leia mais no BacciNotícias:
