Os advogados de defesa de Jair Bolsonaro (PL) contestaram o laudo apresentado pela Polícia Federal (PF) ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (06).

Defesa de Bolsonaro alerta risco de morte (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Defesa de Bolsonaro alerta risco de morte (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Os advogados de defesa de Jair Bolsonaro (PL) contestaram o laudo apresentado pela Polícia Federal (PF) ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (6). A defesa alega que o ex-presidente corre “risco concreto de morte” durante sua internação na Papudinha, em Brasília (DF), onde está detido desde 15 de janeiro.

Após uma série de exames, os peritos da corporação afirmaram que ele recebe assistência devida no Complexo Penitenciário. Para os advogados, no entanto, o laudo “não conclui, de forma expressa, pela possibilidade de manutenção de Bolsonaro no atual local de custódia”. Segundo a defesa, “o laudo se limita a registrar a inexistência de indicação de internação hospitalar imediata, consignando, contudo, que o quadro clínico descrito exige a observância rigorosa de medidas médicas e assistenciais específicas”.

‘Risco concreto de morte’

Ainda segundo a defesa de Bolsonaro, a ausência de cuidados ideais e a permanência na Papuda podem culminar riscos como “descompensação clínica súbita, com risco concreto de morte, bem como aponta risco de novas quedas, em razão das condições funcionais avaliadas” diz parte do documento.

Os advogados do ex-presidente ainda relatam a ausência de um parecer médico que indique a compatibilidade do estado de saúde do detento com o regime de custódia atualmente imposto, que se trata de regime fechado.

O que Bolsonaro tem direito na prisão

Desde a transferência da Superintendência da Polícia Federal para a Papudinha, no mês de janeiro, Bolsonaro tem direito a novos benefícios, como proteção na cama, atendimento médico e transporte para um hospital em caso de urgência, bem como alimentação especial.

Mesmo assim, a PF recomendou novas medidas prevendo o risco potencial de novos acidentes, como a queda que sofreu no último mês. As autoridades recomendaram a instalação de grades de apoio em corredores e boxes, campainhas de pânico e acompanhamento contínuo, além de prática de atividades, fisioterapia e avaliação nutricional.

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