Uma homenagem emocionou a comunidade acadêmica de Porto Velho após a morte da professora universitária Juliana Santiago, assassinada a facadas dentro de uma faculdade. A estudante de Direito Samantha Sicheroli publicou um vídeo em que a docente aparece conduzindo um júri simulado, ressaltando sua postura inspiradora em sala de aula. A publicação ganhou repercussão nas redes sociais e reforçou o legado deixado pela professora, que também atuava como escrivã da Polícia Civil de Rondônia.
A estudante do curso de Direito Samantha Sicheroli publicou um vídeo em homenagem à professora universitária Juliana Santiago, morta a facadas dentro do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), em Porto Velho, na noite dessa sexta-feira (6). O crime foi cometido por um aluno da própria instituição, identificado como João Junior, preso em flagrante no local.
O registro divulgado nas redes sociais mostra Juliana conduzindo um júri simulado em sala de aula. No vídeo, a professora anuncia o resultado final do julgamento e destaca o princípio da soberania da decisão dos jurados, em um momento que simboliza sua dedicação ao ensino jurídico.
Na legenda da publicação, Samantha afirmou que aprendeu “muito com essa mulher” e descreveu Juliana como uma professora inspiradora, que demonstrava amor genuíno pela profissão. “Naquele dia do júri, ela me disse coisas tão lindas que levarei comigo para sempre”, escreveu a estudante.
Neste sábado (7), a comunidade acadêmica se mobilizou para realizar um cortejo de despedida em homenagem à professora. O trajeto seguiu até o aeroporto, em um gesto coletivo de respeito, afeto e reverência à memória da educadora, que deixou uma contribuição marcante à instituição e aos alunos.
Juliana foi atingida por golpes de faca dentro da faculdade, chegou a receber atendimento médico ainda no local e foi encaminhada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.
Após o ataque, o suspeito foi contido e imobilizado por pessoas que estavam na unidade de ensino até a chegada da polícia. Ele foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO).
Imagens registradas nos corredores da instituição mostram a confusão instaurada logo após o crime, com pedidos por socorro, solicitações por ambulância e a chegada da polícia. O caso segue sob investigação.
Juliana Mattos de Lima Santiago tinha 41 anos, era professora de Direito Penal no Fimca e também atuava como escrivã da Polícia Civil de Rondônia. Ela era reconhecida por colegas e alunos pela dedicação à formação acadêmica e humana dos estudantes.
