A morte da estudante Victoria Mafra Natali voltou à tona nesta semana após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que condenou a escola da jovem ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais ao pai da vítima.
A morte da estudante Victoria Mafra Natali voltou à tona nesta semana após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que condenou a escola da jovem ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais ao pai da vítima.
Victoria morreu em 2015, durante uma excursão escolar da Escola Waldorf Rudolf Steiner, em Itatiba, no interior de São Paulo. A Justiça entendeu que houve falhas graves no dever de cuidado por parte da instituição.
Quem era a vítima
Victoria Mafra Natali tinha 17 anos quando morreu de forma trágica durante a viagem escolar, realizada em setembro de 2015, entre os dias 11 e 18.
Antes de desaparecer, a estudante informou que iria ao banheiro e recebeu autorização para ir sozinha. Pouco depois, não foi mais encontrada.
Exames periciais apontaram que Victoria não havia consumido álcool nem drogas e também não apresentava sinais de violência sexual.
O pai da jovem chegou a contratar peritos particulares para reavaliar o caso. A análise indicou que a estudante pode ter sido assassinada e que o corpo teria sido levado até o local onde foi encontrado.
Posteriormente, um novo laudo do Centro de Perícias da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, solicitado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), concluiu que a causa da morte foi asfixia mecânica por sufocação direta.
O caso segue marcado por questionamentos e comoção, tornando-se um dos episódios mais emblemáticos envolvendo responsabilidade escolar em excursões estudantis no Brasil.
