Uma vendedora entrou com ação judicial contra a empresa após descobrir que o chefe e outros colegas de trabalho fizeram apostas para decidir quem dormiria com ela primeiro, situação que ela classificou como assédio sexual no ambiente profissional. O caso ocorreu no Reino Unido e ganhou repercussão ao ser analisado por um tribunal trabalhista, levantando debates sobre machismo, conduta abusiva e responsabilidade das empresas.

Foto: Reprodução
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Uma vendedora entrou com ação judicial contra a empresa após descobrir que o chefe e outros colegas de trabalho fizeram apostas para decidir quem dormiria com ela primeiro, situação que ela classificou como assédio sexual no ambiente profissional. O caso ocorreu no Reino Unido e ganhou repercussão ao ser analisado por um tribunal trabalhista, levantando debates sobre machismo, conduta abusiva e responsabilidade das empresas.

Contratada em 2022, a vendedora soube por um colega que havia uma aposta informal entre funcionários, incluindo seu supervisor direto, envolvendo relações sexuais com ela. A revelação causou forte impacto emocional, fazendo com que passasse a se sentir sexualizada, desrespeitada e tratada de forma diferente por ser mulher. Segundo o relato, a situação ocorreu logo após sua contratação, antes mesmo de os colegas saberem que ela mantinha um relacionamento estável.

Durante o processo, a vendedora afirmou que o episódio afetou sua saúde emocional, além de comprometer o ambiente de trabalho, que passou a ser hostil e constrangedor. Ela também relatou que chegou a ouvir comentários que diminuíam suas capacidades profissionais, reforçando a percepção de que era vista mais como objeto do que como funcionária qualificada.

Assédio na empresa?

O tribunal reconheceu que a aposta tinha caráter sexual e inadequado, podendo ser enquadrada como assédio, já que se tratava de uma conduta não solicitada e ofensiva. No entanto, a ação principal acabou sendo arquivada por ter sido apresentada fora do prazo legal, o que impediu o avanço da denúncia específica de assédio sexual.

Apesar disso, a vendedora obteve uma decisão parcialmente favorável, garantindo o direito ao recebimento de férias não pagas durante o período em que trabalhou na empresa. Por outro lado, com a rejeição da principal queixa, ela também foi condenada a arcar com parte dos custos judiciais, o que transformou o processo em um revés financeiro.

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