Um adolescente de 13 anos foi internado após ser obrigado por um professor a realizar 800 agachamentos como punição por não ter feito a lição de casa, na Tailândia. O jovem apresentou fortes dores, dificuldade para andar e sinais de complicações musculares. O caso ganhou repercussão após o pai denunciar a situação nas redes sociais. As autoridades educacionais abriram investigação e afastaram o docente.

Adolescente não faz a lição de casa e acaba internado após pagar 800 agachamentos
Adolescente não faz a lição de casa e acaba internado após pagar 800 agachamentos

Um adolescente de 13 anos foi internado na cidade de Lopburi, na Tailândia, após ser submetido a uma punição extrema em sala de aula por não ter completado a lição de casa. Segundo o relato da família, o professor obrigou o aluno a realizar 800 agachamentos consecutivos, o que provocou fortes dores musculares e dificuldades para caminhar.

O caso veio à tona no dia 3 de fevereiro, quando o pai do adolescente, identificado apenas como Otto, publicou um desabafo nas redes sociais. De acordo com o relato, o menino chegou em casa com dores intensas nas pernas e quase sem conseguir andar. Diante do quadro, os pais decidiram levá-lo ao hospital.

Durante o atendimento médico, o adolescente contou o que havia acontecido na escola. Exames apontaram sinais de ruptura muscular aguda e risco de insuficiência renal, condição que pode ocorrer após esforço físico extremo. O pai compartilhou fotos do filho internado, deitado em uma maca e segurando os medicamentos que precisou tomar.

Na publicação, o responsável classificou a punição como “excessiva” e questionou a conduta do professor. “Gostaria de perguntar ao professor: como você reagiria se seu filho sofresse insuficiência renal e ruptura muscular aguda?”, escreveu. Ele ainda afirmou que outras formas de punição, como limpar banheiros ou recolher lixo, seriam mais adequadas e educativas.

Reincidência na escola

Segundo o pai do estudante, uma enfermeira relatou que ao menos duas alunas da mesma escola haviam sido hospitalizadas recentemente com sintomas semelhantes, o que levantou suspeitas de que práticas abusivas estariam sendo recorrentes na instituição.

Após a repercussão do caso, a Comissão de Educação Básica da Tailândia (Obec) informou que abriu uma investigação para apurar a conduta do professor, que foi afastado de suas funções. As autoridades avaliam se a punição aplicada violou a lei antitortura do país, que proíbe tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes, inclusive em ambientes escolares.

O estado de saúde do adolescente é acompanhado por médicos, e a família aguarda a conclusão das investigações administrativas e legais.

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