O responsável pela açaiteria onde um homem passou mal após consumir o produto afirma que o preparo é feito diante do cliente e que não houve outros relatos de intoxicação. Segundo ele, o casal chegou a retornar à loja reclamando do sabor, mas recusou a troca. A funcionária que preparou o açaí também prestou depoimento à Polícia Civil.

Preparação do açaí na loja que houve o caso do possível envenenamento. Foto: Correio do Interior
Preparação do açaí na loja que houve o caso do possível envenenamento. Foto: Correio do Interior

O possível caso de envenenamento após o consumo de açaí em Ribeirão Preto ganhou um novo capítulo com o posicionamento do estabelecimento onde o produto foi adquirido. Em meio às investigações da Polícia Civil, o comerciante responsável pela loja afirmou que o processo de produção é transparente e acompanhado pelos próprios clientes.

Em declarações concedidas ao Correio do Interior, Adriano, um dos responsáveis pelo local, negou qualquer irregularidade no preparo. “O açaí é boleado na hora, as frutas são fatiadas na frente do cliente e os acompanhamentos ficam em potes herméticos”, afirmou.

Segundo ele, no mesmo dia em que o homem passou mal, dezenas de outros copos foram vendidos com os mesmos ingredientes e nenhum outro cliente relatou sintomas semelhantes. O comerciante também relatou que o casal teria retornado à loja horas após a compra, alegando que o produto apresentava “gosto ruim”. Ainda de acordo com a versão do estabelecimento, foi oferecida a substituição, mas a troca teria sido recusada.

O responsável afirmou que somente mais tarde familiares voltaram ao local informando que o homem havia sido internado. O caso, então, passou a ser tratado pelas autoridades.

Depoimento para a polícia

A funcionária que preparou o açaí também foi ouvida pela Polícia Civil. Em depoimento, ela explicou detalhadamente como ocorreu o preparo do produto, reforçando que seguiu o procedimento padrão da loja. As informações prestadas passam agora a integrar o inquérito que investiga se houve contaminação e, em caso positivo, em que momento ela pode ter ocorrido.

Enquanto a perícia analisa o copo apreendido e as imagens das câmeras de segurança, o caso segue sob apuração. Até o momento, não há conclusão oficial sobre a origem da substância suspeita.

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