Thales Machado, secretário de Governo de Itumbiara que matou os filhos e se suicidou, recebia um salário bruto de quase R$ 20 mil. Genro do prefeito, ele era braço direito da gestão desde 2021. A Polícia Civil investiga a motivação do crime, que teria sido detalhada em uma carta deixada pelo agressor.
O secretário de Governo do Município de Itumbiara (GO), Thales Machado — que matou os dois filhos, de 8 e 12 anos, e na sequência cometeu suicídio* na noite desta quarta-feira (11) —, era genro do prefeito Dione Araújo e ocupava um cargo estratégico na administração municipal.
Nos registros oficiais do Portal da Transparência, o salário-base de Thales era de R$ 19.803,83, com rendimento líquido de R$ 14.602,30 após os descontos obrigatórios. Ele atuava como Secretário Municipal de Governo desde 2021, sendo o responsável direto pela articulação política e institucional da prefeitura.
O secretário era considerado homem de confiança de seu sogro, o prefeito Dione Araújo. Sua trajetória profissional incluía formação em Engenharia Agronômica e Administração de Empresas, além de experiência anterior como gestor do Center Plaza e atuação no setor agrícola.
Andamento das investigações
O crime aconteceu no condomínio onde a família residia. Segundo relatos, Thales teria divulgado uma carta aberta na véspera do ato, mencionando uma suposta crise conjugal e traição da esposa como motivação para a tragédia.
De acordo com as investigações preliminares, o secretário tirou a própria vida após atirar nos filhos. O filho mais velho, de 12 anos, foi levado ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho, mas não resistiu. O mais novo, de 8 anos, passou por cirurgia e permaneceu em estado gravíssimo, mas teve a morte cerebral confirmada nesta quinta-feira (12).
A Polícia Civil isolou o local logo após os disparos para a perícia técnica e instaurou um inquérito para apurar a dinâmica exata dos fatos. Os investigadores trabalham com cautela para preservar a família e não divulgaram novos detalhes até o momento.
*O suicídio pode ser prevenido. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo pode ser o primeiro passo. Se notar comportamentos suicidas, procure ajuda médica especializada. O CVV (Centro de Valorização da Vida) atende gratuitamente pelo telefone 188.
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