Deputado Paulo Mansur deu entrevista exclusiva e falou sobre participação de Flávio nas eleições, herança política de Bolsonaro e alianças na disputa ao Palácio do Planalto.

Deputado comenta herança política de Bolsonaro (Foto: Reprodução / Alesp)
Deputado comenta herança política de Bolsonaro (Foto: Reprodução / Alesp)

O deputado estadual por São Paulo, Paulo Mansur (PL), concedeu entrevista exclusiva ao portal BacciNotícias e projetou uma vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições à Presidência da República para 2026, principalmente carregado pela herança política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Eleito pela primeira vez em 2022, o parlamentar destacou como o nome do senador deverá se destacar entre os demais candidatos da direita para fazer frente ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal concorrente e também pré-candidato.

“Flávio não precisa de acordos no primeiro turno. O nome Bolsonaro é extremamente forte e carrega um legado político muito consistente. Não precisamos nos apequenar em negociações antecipadas [prevendo segundo turno]. O nome Bolsonaro tem peso próprio”, revelou Mansur sobre as chances de Flávio se garantir no segundo turno.

Apesar da expectativa de que haja colaboração na formação de federações partidárias, o deputado defende que os acordos precisam ser feitos com cautela. “Em 2018, ficou provado que o nome Bolsonaro não precisava de acordos políticos tradicionais para vencer a eleição. O acordo precisa existir no segundo turno, não antes”, projetou.

Unificação da direita

Mansur revelou sua preferência por uma unificação de representantes da direita política, seguindo discurso mencionado por Flávio Bolsonaro, mas entende que outros concorrentes também pretendem se lançar na disputa eleitoral.

Entre eles, o candidato do PSD, que deverá ser escolhido pela legenda em breve, tendo na briga nomes como dos governadores Ratinho Jr., do Paraná, Ronaldo Caiado, de Goiás, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.

“Faz parte do processo democrático”, destacou. “No segundo turno, sim, haverá união. Ratinho Júnior jamais apoiaria o PT. E outras lideranças naturalmente se somariam”, completou, entendendo que a aliança no segundo turno deverá ser crucial para a definição do novo presidente.

Herança política de Bolsonaro

Desde seu mandato, entre 2019 e 2022, Jair Bolsonaro despejou influência principalmente no espectro político onde está mais associado. Além da participação dos familiares, como os filhos Flávio, Carlos (PL), pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Jair Renan (PL), pré-candidato a deputado federal pelo mesmo estado, e Michelle (PL), pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal, outros nomes ganharam peso.

Para Mansur, nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), são alguns dos principais beneficiados, que deram sequência a ideias e projetos similares aos do ex-presidente.

“Tarcísio só é governador por causa do Bolsonaro. Jorginho Mello [governador] em Santa Catarina é fruto direto desse movimento. Diversos senadores foram eleitos nessa onda. Nikolas Ferreira é outro exemplo de liderança que surgiu nesse contexto”, completou o deputado estadual.

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